domingo, 8 de fevereiro de 2009

Sim e aí?

Surgida nos ultimos dois anos em Imperatriz e tida como a nova Cora Coralina, a poetisa Lilia Diniz atualmente é servidora da prefeitura que gosta de pessoas novas em detrimento a quem está a muito tempo ralando na cultura local. Pois bem, a Cora Diniz não quis nem saber de estar recebendo o salário da viúva e liderou mais uma vez a ocupação do antigo prédio da Biblioteca Municipal e faz criticas a a administração que faz parte por não apoiar a cultura e não cuidar do patrimônio, além de exigir obras prometidas para o local. Quer dizer, a sua função como poetisa atrapela a de empregada e criou situação delicada entre os secretários.
O certo mesmo é que a prefeitura através do secretário Roberto Alencar deve mesmo desocupar o local e interditá-lo e não deixar como ocupado por quem não tem o que fazer. local de brincadeiras são em escolas e locais adequados e não ficar invadindo prédios publicos usando o disfarce de ocupação em nome da arte.

4 comentários:

  1. 6. Da ocupação – Seria bom se você que pudesse se informar a respeito das pessoas e entidades que ocuparam o prédio, a situação na qual ele se encontrava há mais de seis anos, a quantidade de atividades desenvolvidas e o projeto de atuação dos artistas e educadores que, aliás, garantiram a este município primeiro prédio tombado e Lei de Proteção ao Patrimônio, aprovada em 15/11/2008. E mantemos nossa permanência em condições mínimas, acreditando que poderíamos salvar o prédio da depredação, bem como ampliarmos a discussão sobre patrimônio e memória, e assim tem sido.
    Eu posso te repassar algumas fotos, textos, a cópia da lei aprovada e outras coisas para que você possa saber melhor sobre o nosso compromisso com o espaço e com a cultura da cidade. Não pense que é fácil para nós vencermos todas essas dificuldades e mantermos ainda assim a dignidade de recebermos 20 crianças as segundas, quartas e sextas-feiras para treinarem capoeira, e ao mesmo tempo, lidarmos com a incompreensão de alguns vizinhos e comentários equivocados de quem não sabe, que pais e mães de famílias estão participando, acreditando e confiando nesse projeto que mudou a vida de alguns jovens.
    7. Da reocupação – Nós não reocupamos o prédio, como a imprensa veiculou, nós voltamos às nossas atividades, pois a reocupação aconteceu ainda em dezembro de 2008, quando o então secretário de educação descumpriu a ordem judicial de colocar um vigilante no prédio, e o mesmo foi arrombado três vezes por vândalos. Nós voltamos a ocupar e divulgamos, como sempre fizemos com nossas ações no espaço, afinal sabemos que o prédio é público (logo nosso também) e estamos (dezenas de entidades) desde o dia 10 de maio cumprindo uma função que é do município.
    8. Quanto à situação desconfortável entre os secretários, não creio que isso tenha acontecido, afinal eu estava acompanhada do ouvidor geral do município e dialogamos muito, o mesmo se comprometeu a cumprir o que a justiça determinou, ou seja: 01 vigilante, outro local para as nossas atividades artísticas e os estudos para o tombamento do prédio. Assim que o município der conta desses dos dois primeiros itens, nós sairemos. E te asseguro que não fiz nenhuma critica à atual gestão sobre esse assunto. Se tiver que fazer, farei de modo ético.
    9. Quanto a interdição por você sugerida, não creio que seja o melhor caminho, a justiça determinou que ele deva ser protegido e tombado em caráter de urgência. Interditá-lo não seria uma boa idéia, sou aumentaria o risco de nova ocupação por vândalos, traficantes, usuários de drogas e os tarados que ameaçaram as estudantes dos colégios próximos, por mais de 05 anos. Ele tem que ser revitalizado o mais rápido possível. É que nós queremos e lutamos por isso. E garanto que não temos apego, não queremos a posse dele, só queremos que uma parte da nossa história seja preservada. Você não acha?
    10. Que bom que você acha que “local de brincadeiras é na escola”. Eu também acho. Claro que não somente das brincadeiras, mas de artes, troca de conhecimento e outras milhares de coisas construtivas.
    E acredito também que lugar de aprender não é somente na escola. No “ocuparte” nós tivemos vários momentos de encontro entre estudantes e artistas, estudantes e professores da UFMA, da UEMA, do Dep. de Patrimônio de São Luis, de poetas do RJ, SP e DF; Exposição de artes plásticas, cinema, recital de poesia, espetáculos de teatro e outras manifestações artísticas e educativas.
    11. Pergunta: por que esse prédio não chamou tanto a atenção da mídia quando ele estava sendo depredado por vândalos, traficantes, usuários de drogas e pelos tarados? E mais: por que a imprensa não fez uma campanha seria para que lá voltasse a ser um espaço de leituras?
    12. E por último: Somos artistas e educadores não usamos disfarces (a não ser no palco), pois nos orgulhamos de nossas funções. Temos nomes, endereços, famílias e trabalho para mostrar e somos, nós artistas, ao longo da história, discriminados e rotulados de vagabundos, prostitutas, drogados e homossexuais, entretanto fomos nós, que ao longo de toda história da humanidade contamos sua saga por meio da arquitetura, pintura, rituais, dança e literatura.


    MARIA LILIA SILVA DINIZ – filha de José Ferreira Diniz e Alice da Silva Diniz, crescida na Rua Padre Cícero, 435 – Bairro Santa Rita – Imperatriz - MA

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  2. Olá Willian!

    Gostaria de esclarecer a você, que parece ser um grande conhecedor da história de Imperatriz, sobre a minha pessoa e minhas ações. Não que eu queira rebater o que você falou, afinal estamos em um país democrático, mas para que você possa conhecer meu pensamento, por mim mesmo e não somente as impressões traduzidas pela mídia/pessoas e, sobretudo a minha história em/com Imperatriz e com a Arte.

    1. Não sou uma pessoa “surgida em Imperatriz” como você afirma. Vim com meus pais para esta cidade em 1980, como mais uma família que sofreu pelo êxodo rural. O povoado no qual morávamos voltou a pertencer aos índios, e graças a Deus encontramos aqui o conforto e uma referência, haja visto que nosso saudoso Alto Alegre (Barra do Corda) não existe mais. Morei aqui até o ano de 1988. Morei no RN 03 anos. Ao retornar em 1992 realizei em algumas cidades oficinas de teatro e colaborando para o surgimento do Movimento Teatral Resgate, que chegou a contar com 12 grupos. Fui morar no DF em 1996, aonde tive a oportunidade de cursar uma faculdade de artes(UNB). No período que morei em Brasília vinha pelo menos três vezes por ano a Imperatriz, para ministrar oficinas de teatro aqui e em outros municípios. E sempre que morei fora, busquei divulgar nossa cultura e fazia parte do meu planejamento voltar para esta cidade que adotei e amo como se fosse minha cidade natal.
    2. Nova Cora Coralina? Sabe Wilson, para mim não é confortável ser rotulada ou ainda comparada com uma poeta/poetisa de tamanho valor. Aliás, já comentei isso com o meu confrade Livaldo, que carinhosamente inventou essa história. E com o Zé, um jornalista do Correio Brasiliense, que certa vez escreveu me chamando de “Patativa do Maranhão”. Isso aumenta a minha responsabilidade e me deixa algumas vezes constrangida. Mas se isso acontece, deve ser porque aprendi algo com esses mestres e devo “arremedar”, de algum modo, a linguagem de ambos. Isto eu não nego e me orgulho desse aprendizado e dessa comparação, ainda que me cause desconforto.
    3. Realmente fui convidada para participar da equipe da FCI e acredito que posso colaborar para elaboração de políticas públicas para o município. No momento que não acreditar mais nisso terei a tranqüilidade para pedir exoneração. Não me apego em cargos, emprego em empresas privadas ou títulos (se recebo deve ser fruto de trabalho e dedicação). Trabalho como autônoma, e há 17 anos vivo do meu trabalho artístico, eduquei e alimentei meus três filhos com a renda (por sinal melhor que muitos convites que já recebi para os chamados empregos formais) que a arte me proporcionou.
    4. Eu faço questão de falar como militante do movimento cultural sempre que me é oportuno, e mesmo compondo a equipe da fundação cultural, eu continuo militante. Ao me convidarem para compor a equipe da FCI sabiam disso e não exigiram que eu saísse. Se assim fosse eu não estaria lá. Não costumo negociar meus princípios. Sou o que sou graças a minha construção coletiva, da minha formação ideológica e das lutas travadas ao longo da minha história de vida. E antes de aceitar o convite consultei vários amigos para saber se tinha o respaldo deles, e se estas pessoas, que estão na cidade há mais tempo que eu, julgarem que eu não tenha legitimidade, competência, formação e experiência para estar no cargo, eu topo conversar e até colocar meu cargo à disposição.
    5. Quanto “a prefeitura gostar de pessoas novas”, acho que minha breve fala no primeiro parágrafo esclarece minha relação e história de vida com a cidade.
    (SEGUE ABAIXO)

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  3. 4. Eu faço questão de falar como militante do movimento cultural sempre que me é oportuno, e mesmo compondo a equipe da fundação cultural, eu continuo militante. Ao me convidarem para compor a equipe da FCI sabiam disso e não exigiram que eu saísse. Se assim fosse eu não estaria lá. Não costumo negociar meus princípios. Sou o que sou graças a minha construção coletiva, da minha formação ideológica e das lutas travadas ao longo da minha história de vida. E antes de aceitar o convite consultei vários amigos para saber se tinha o respaldo deles, e se estas pessoas, que estão na cidade há mais tempo que eu, julgarem que eu não tenha legitimidade, competência, formação e experiência para estar no cargo, eu topo conversar e até colocar meu cargo à disposição.
    5. Quanto “a prefeitura gostar de pessoas novas”, acho que minha breve fala no primeiro parágrafo esclarece minha relação e história de vida com a cidade.

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  4. É triste ver como um "profissional" usa os meios e as palavras de forma tão desrespeitosa. Vou tentar descer o máximo que meu fôlego puder para alcançá-lo.
    1 - Ética profissional x Ética pessoal: Sr. "Jornalista", tome a postura de Lilia Diniz como um exemplo de profissional e de pessoa ao estar ajudando no assessoramento do Governo Madeira e ao mesmo tempo mantém a postura de liderança cultural fora dos gabinetes de qualquer que seja o governo.
    Você mantém sua postura, seja qual for ela, até quantas casas decimais(R$??.???,??) ? Pois o que não vai lhe faltar é oportunidades de negociar.
    2 - Ocuparte - Você como muitos outros jornalistas "midiáticos" tentam reduzir o movimento que iniciou em 10 de maio de 2008, mesmo tempo em que o governo Ildon iniciava a maquiagem na cidade com fins eleitorais. Graças as ações culturais realizadas, o espaço deixou de servir para marginais e assaltantes, claro que você nem Ildon corria riscos, pois não passava por lá ou se passava era de Hilux.
    Cultura pra você deve se restringir apenas à MPB, eu também gosto, mais cultura é mais abrangente.
    Faltou você lá quando Ildon adentrou no local já "calibrado à 47° Gay-Lussac de álcool" e dos assessores do antão candidato Madeira no local tentando conquistar a votos e apoio do movimento.

    Wilson Leite
    Pres. do Psol de Imperatriz
    Militante do Ocuparte

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