sexta-feira, 16 de abril de 2010

Justa Homenagem: muito mais do que um resgate à memória!



Dr. André Paulino d’Albuquerque e assim que passará a se chamar o atual centro de especialidade médica do bairro Três Poderes, também conhecido como posto de saúde dos Três Poderes.
 “André Paulino”, como era mais conhecido, “foi vereador, médico-obstetra e ginecologista e, ainda, historiador, por formação, sempre devotado às causas política, médica e humanitária. Quando eu ainda era funcionário do Banco do Nordeste, ele foi um dos primeiros clientes da agência e sempre conversávamos muito sobre o conhecimento da história política local”, lembrou o vereador Edmilson Sanches.
 “O médico não é só mais uma memória, por que seu nome vai se incrustar numa placa de bronze, acreditamos. E que isso possa nos dizer um pouco mais do que ele foi aqui. Com nossa ajuda criamos o desenho e o slogan para a MaterClínica, criada em 85, com o tema: O caminho da vida passa por aqui”, acrescentou o vereador.
 “Em 2008, o Dr. André quis saber se era possível pesquisar em algum lugar a existência de uma contagem oficial de partos, como ele já tinha feito com os dele, e nas minhas buscas não encontrei referências a essa área e, portanto, se quisesse, ele poderia apresentar os seus registros e os seus testemunhos para uma equipe do Guiness Book (O Livro dos Recordes). Infelizmente, a outra vida o chamou antes que ele pudesse pensar neste assunto. A Câmara Municipal faz essa justa homenagem”, declarou Sanches.
Cleber Miranda, genro, disse que quando chegava alguém, com ou sem dinheiro, na MaterClínica, ele operava sem problemas. “Meu sogro amava política e sempre foi companheiro político e homem batalhador. Agradeço a Deus, primeiramente, à Câmara Municipal e à cidade, por que vai ter um nome refletido de um homem que lutou por Imperatriz, por que ele a amava”, acrescentou.
Dr. Ruan, filho, disse que estava muito contente com a homenagem. “Quando meu pai faleceu, pensei no homem que chegou a Imperatriz, há quarenta anos, foi vereador. Ficava pensando, no velório: meu pai morreu; um médico que fez quarenta mil partos e, simplesmente morreu. Velamos. Acabou. Havia uma tristeza muito grande em mim, e quando me falaram do projeto, da homenagem, mudou esse sentimento em mim e vi que meu pai estava sendo lembrado. Onde ele estiver e ver o que está acontecendo nesse momento, com certeza está muito mais feliz e alegre do que sempre foi”, conclui.
“Não sei como cheguei aqui!”, disse dona Nilma Campelo, advogada e esposa do doutor André Paulino, emocionada em lágrimas.
“A emoção tomou conta de mim desde que me chamaram. Uma homenagem tão linda. Tão emocionante. Agradeço de coração todas as palavras ditas. Eu creio que os homens, apesar dos momentos difíceis, que todos passamos, no momento, fluem em seu coração a verdade. André Paulino era tudo o que disseram e muito mais. Ele era amigo das pessoas. Era polêmico! As pessoas verdadeiras têm que dizer aquilo que vem do coração! A verdade, quando dita, dói para aqueles que não têm a verdade e não tem a coragem de se levantarem e gritarem em prol de uma cidade sofrida. De uma sociedade carente. Ele como vereador defendeu Imperatriz. Como médico, defendeu no que lhe cabia, por que era médico da mulher. Atendia o pobre de coração aberto. E quando chegava ao consultório somente com o dinheiro da consulta, e ao passar-lhe o receituário, o paciente lhe dizia: doutor, eu não tenho dinheiro pra comprar remédio; ele devolvia o dinheiro da consulta e ainda completava para adquirir o medicamento. Testemunhei isso muitas e muitas vezes. Fiquei muito sensibilizada e contente com a homenagem por que, realmente, André merece. Merece memória e homenagem por tudo o que ele fez por Imperatriz por que a amava e a defendia com a sua alma e entregou todo o seu coração a ela. Ele não queria morrer. Meia hora antes de falecer, ele dizia para mim, em agonia: Nenê, eu estou morrendo. E eu disse: André, peça alguma que eu faço. Ele olhou pra mim e disse: Eu quero andar. E ele queria andar em direção a MaterClínica para servir mais e mais à comunidade imperatrizense, à qual ele amou. E se ele estivesse aqui, hoje, estaria feliz com a inauguração do Frei Epifânio, da rodoviária, dessa ponte magnífica. Com tudo! Com o progresso que se vislumbra em Imperatriz, por que ele sempre batalhou pra isso”, declarou, emocionada, a advogada.
O projeto foi de autoria do vereador Francisco das Chagas Alves de Brito, Chagão do PT, e todos os vereadores foram unânimes em aprovar a proposta que muda o nome da casa de saúde do bairro ora citado após as homenagens feitas ao médico que ajudou muitas mães a darem à luz seus filhos para a cidade que o adotou.


Marcelo Pereira
da Assessoria




André Paulino d’Albuquerque foi médico e político. Vereador em Imperatriz de 1º de janeiro de 1989 a 1º de janeiro de 1993, quando foi elaborada a Lei Orgânica Municipal de Imperatriz, em vigor, e de 1º de janeiro de 1997 a 1º de janeiro 2001. Foi líder do PMDB na câmara de vereadores e integrou a cúpula local do partido. Candidatou-se a deputado estadual diversas vezes, mas não foi eleito. Foi um dos fundadores da MaterClínica, com Luiz Carlos Barbosa Noleto, em 11 de março de 85. Ex-secretário de saúde (governo de Davi Alves Silva. Nasceu em natal (RN). Casado com Nilma Campelo Freitas d’Albuquerque, advogada (Enciclopédia de Imperatriz, p. 275). N. do E.: André Paulino d’Albuquerque faleceu em 1º de novembro de 2009, vítima de câncer e teve seu corpo velado na câmara de vereadores de Imperatriz.

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