quinta-feira, 25 de novembro de 2010

No Papel

A coluna desta quinta

Partidos buscam rumos

O PMDB mudou sua estratégia e, desde a derrota de Orestes Quércia para a Presidência em 1994, optou por uma condição de linha auxiliar (e decisiva) em várias sucessões presidenciais. Seu avanço foi tal que, agora, já conta com a vice-presidência e terá, como na gestão Lula, vários ministérios no governo Dilma. O PFL virou DEM numa proposta que visava renovação. Agora chegou a vez do PSDB fazer suas avaliações internas. Existem manifestações nesse sentido em expressivo número, desde a derrota de José Serra, a terceira desde 2002. Para o futuro dos tucanos está voltado o meio político, diante das reiteradas manifestações a partir da própria cúpula e o presidente Sérgio Guerra. As sucessivas vitórias do PT desde 2002 estão precipitando tais manifestações. E este parece ser um dos temas mais em evidência no “ninho tucano”, ultimamente. O que chama atenção é a sequência de declarações que apontam para mudanças com alguma urgência, ainda no calor da última derrota. Quem mais fala a respeito é a própria direção partidária, nem transcorrido um mês da eleição.

Imperatriz

Neste amaranhado de vertentes, podemos questionar a situação dos tucanos em Imperatriz e no próprio estado. Sem rumos há algumas eleições em que não consegue apresentar uma alternativa segura para disputar o governo do estado, o PSDB maranhense terá que encontrar também seu rumo.

Fracassou

Mesmo porque com o fracasso nas urnas na campanha eleitoral, os tucanos viram descer ladeira abaixo seu futuro e agora terão que encontrar novos nomes, como bem disse seu atual presidente; A oposição terá que se reencontrar se quiser continuar no mapa político. Roberto Rocha, sem rumo, pois não quer disputar governo e sim a prefeitura de São Luis onde já está outro tucano, João Castelo.

Quem?

Assumirá o ônus de assumir uma candidatura do governo pelo PSDB e não apenas participar,mais brigar pelo primeiro lugar e desta forma, fortalecer a sigla? Jackson Lago que estaria de malas prontas para o ninho e sem folego; Vidigal? Ou o prefeito de Imperatriz,Madeira, que sonha com esta candidatura e prepara para voar mais alto? São respostas que os tucanos precisam responder e com urgência, já nas eleições municipais daqui a dois anos

Iguais

A situação do PSDB no estado é a mesma dos principais partidos em Imperatriz,que precisam rever suas posições e suas lideranças, caso contrário, podem ficar assistindo os tucanos no poder. Com Ildon e o DEM indefinidos, é quase certo de que não irão encarar as urnas. A não ser que renove seus quadros e que defina o que serão para os dois anos. Ildon é ainda indiscutivelmente um dos grandes nomes da politica local e não sofreu desgastes ao contrário por exemplo de Jomar e João Batista, estes sim, desceram a ladeira.
Favorito

Mesmo não sofrendo desgaste não significa dizer que é favorito. Pode sim, ser incluído entre os nomes com potencial para retornar ao comando do município. Para isso, deve repensar a forma de conduzir seu grupo e entrar na cena política o quanto antes e não esperar que caia de mão beijada como ocorreu no inicio em que ganhou a interventoria.

Renovação

Por outro lado, surgem nomes que a princípio de forma tímida e por estarem se comportando desta forma, podem ver o cavalo passar selado na porta e perderam a oportunidade. Quando se pretende disputar uma eleição de prefeito de uma cidade como Imperatriz, deve-se antes de tudo iniciar a formação de um grupo político que dará a sustentação ao nome. Individualmente, nenhum candidato vai a lugar algum.

Espaço

Há espaços e já foram apontados os caminhos, no entanto, Fátima Avelino,Ribinha Cunha e Franciscano continuam fechados em sete copas e deixando o barco correr, sem um comando deum grupo político que possa questionar, formalizar decisão e traçar metas. E mais, perdem tempo, quando não dizem suas pretensões a quem comanda o grupo, a governadora Roseana. Em política,não se espera.

Nenhum comentário:

Postar um comentário