sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Aglomerados subnormais

Mais de onze milhões de pessoas moravam em favelas e ocupações – os chamados aglomerados subnormais - no ano passado. De acordo com o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, isso representa seis por cento da população brasileira. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira e fazem parte do Censo Demográfico 2010, que também traça o perfil de serviços, como água e esgoto, disponíveis nesses locais de ocupação irregular. De acordo com o IBGE, essas habitações variam entre barracos, casas ou outras moradias consideradas carentes. Quando as ocupações de terra são ilegais e concentram, no mínimo, cinquenta e uma unidades habitacionais, é identificada como favelas, invasões, grotas, baixadas, comunidades ou vilas. Esse levantamento é feito pelo IBGE desde 1991, mas neste último foram utilizadas imagens de satélite de alta resolução para atualizar essas áreas. Ao todo, foram identificados mais de seis mil aglomerados habitacionais em trezentos e vinte e três municípios brasileiros. Os dados do Censo mostram também que, nesses aglomerados, existiam mais moradores por domicílio, se comparados a outras áreas urbanas. O contraste é ainda mais acentuado nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste.Os domicílios em favelas e comunidades carentes se concentram na região Sudeste, com quarenta e nove vírgula oito por cento.São Paulo e Rio de Janeiro abrigam as favelas de maior população. A Rocinha, no Rio de Janeiro, é a primeira, com mais de sessenta e nove mil pessoas, vivendo em um pouco mais de vinte e três mil domicílios, uma média de três pessoas por habitação. Em São Paulo, estão Paraisópolis e Heliópolis, respectivamente, com mais de quarenta e dois mil e quarenta e um mil habitantes, vivendo em treze mil e doze mil residências.

Reportagem, Juliana Costa

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