domingo, 29 de janeiro de 2012

Braide Ribeiro abre o verbo e conta sua versão sobre a saída repentina do Cavalo de Aço

Ele chegou de mansinho. Foi mostrando seu trabalho e logo se tornou o treinador da seleção de futebol Amador de São Francisco do Brejão, que disputou o Copão Maranhão do Sul de 2011, e foi campeã.

Mostrou seu serviço, surpreendeu torcedores brejaoenses e da região tocantina e no fim do ano passado foi convidado para comandar o time do Imperatriz, o Cavalo de Aço, na temporada de 2012. Mas tão logo se iniciou o ano, veio à demissão e algumas notas na imprensa o acusando de não saber dialogar com os atletas. Agora ele abre o verbo e conta sua versão. Acompanhe a entrevista que fizemos com Braide Ribeiro.

Jornal A Hora: Braide, você foi convidado para assumir o Imperatriz como uma supercontratação. O que aconteceu para que você saísse da equipe antes mesmo de iniciar o Estadual?

Braide: Eu não era de acordo com as contratações feita pelo presidente. Os atletas não tinham condições de ser titulares na equipe. Eu não tinha a liberdade de contratar. Tudo era através do presidente, então se tornou difícil trabalhar neste clima. Toda hora ele comunicava à diretoria que os atletas queriam uma reunião, mas sem a minha presença. Essas reuniões eram com os atletas que o presidente trouxe, e eles sabiam que não iriam jogar comigo. Portanto só tinha uma condição, era se reunir com os atletas dele e pedirem a minha cabeça, alegando que eu não tinha diálogo com o grupo.

JAH: A quem você atribui esse desconforto?
Braide: Ao presidente do clube. Nunca foi a favor da nossa contratação, e nós temos um nome a zelar e um serviço prestado ao futebol do nosso Estado, não é possível que tenha desaprendido da noite para o dia. Veja a enquete que a Mirante fez: não houve nenhum torcedor contra a nossa pessoa, e os atletas que indiquei foram o Rubens, Ricardinho e o Denis, revelação do maranhão do sul, o resto todo foi obra do presidente.

JAH: Apesar dos acontecimentos você ainda se vê treinando o Cavalo nesta temporada?

Braide: O Cavalo é uma entidade. O presidente é passageiro. Não guardo magoa de ninguém. Aproveito a oportunidade para agradecer a toda imprensa, e ao vice-presidente Alexandre, por ter depositado a confiança no nosso trabalho.
JAH: Você foi acusado de não dialogar cordialmente com o plantel de atletas, o que você tem a dizer sobre essas notas que saíram na imprensa?
Braide: Eles tinham que arranjar uma justificativa, sempre estive um bom relacionamento com os atletas. Agora os que sabiam que ia embora não poderiam estar satisfeito como o nosso trabalho, mas o tempo dirá tudo.
JAH: O que o experiente treinador planeja para o futuro profissional, neste ano?

Braide: Estamos em evidência, vamos descansar um pouco, e pensar no futuro.
JAH: Obrigado Braide. Deixamos o espaço para que você possa deixar sua mensagem final, nesta entrevista?
Braide: Queremos mais uma vez agradecer a vocês da imprensa pelo apoio que eu sempre tive; agradecer a torcida do Cavalo de Aço pelo carinho e a confiança que depositaram na nossa pessoa, e desejar ao Cavalo de Aço muita sorte neste campeonato. Também a você Carlos pela seriedade que conduz as suas entrevistas.

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