terça-feira, 6 de março de 2012

Mantega prevê crescimento de até 4,5% do PIB de 2012

De acordo com o ministro da Fazenda, o governo estuda medidas de incentivo à indústria e desvalorização do real.
Apesar de o crescimento do PIB, Produto Interno Bruto, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, ficar abaixo do esperado pelo governo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o resultado foi satisfatório. Ele observou que 2011 foi um ano positivo para a economia brasileira, principalmente porque a geração de emprego se manteve em um bom patamar – com a criação de quase dois milhões de empregos. Mantendo o tom otimista, Mantega disse que prevê um crescimento médio de quatro e meio por cento neste ano. Para isso, ele afirma que é preciso trabalhar com antecedência.
“No ano passado, nós já estávamos observando a atuação do governo na economia este ano e já começamos com um Brasil maior desde o segundo semestre do ano passado. A política de redução de juros começou em agosto. Portanto, você tem que atuar na economia com bastante antecedência para obter os resultados mais adiante. Então, em 2012, nós estaremos colhendo o resultado dessa atuação que já começou e que vai continuar, portanto, não tenho dúvidas quanto ao resultado que isso vai ter.”
Mantega destacou que os números de 2011 só não foram melhores porque o governo foi surpreendido pela dimensão da crise econômica internacional. Para este ano, o ministro da Fazenda adiantou que o governo estuda uma série de medidas de incentivo à indústria e de desvalorização do real, quando necessário.
“Sempre é possível fazer estímulos e eles podem ser fiscais, podem ser monetários. Eu estou dizendo que nós temos mais condições de dar estímulos esse ano e a determinação de fazê-lo. No ano passado, por causa do cenário inflacionário, nós ficamos mais contidos. Conseguimos dar um estímulo maior no início do segundo semestre. Nós percebemos que a crise internacional iria recrudescer, então, nós tomamos essas medidas. Eu estou tranquilo que com os instrumentos que nós temos, os recursos fiscais são suficientes para fazer o que temos que fazer este ano.”
De acordo com os dados do IBGE, divulgados nesta terça-feira, o PIB registrou aumento de dois vírgula sete por cento, 2011, na comparação com 2010. Em valores reais, a soma de todas as riquezas produzidas no País, no ano passado, chegou a quatro trilhões e cento e quarenta e três bilhões de reais, e o PIB per capita ficou em vinte e um mil duzentos cinquenta e dois reais.
Reportagem, Juliana Costa

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