terça-feira, 13 de março de 2012

Ministro da Fazenda aponta desafios da economia brasileira e mundial

Guido Mantega estima que a economia internacional vai continuar desacelerando em 2012 e avalia que o Brasil precisa agir fortemente para enfrentar a crise este ano

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comentou os principais desafios da economia brasileira e mundial, nesta terça-feira, em Brasília. Ele discursou durante a quinta reunião da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal. Na opinião do ministro, a economia global vai desacelerar este ano.
“Não só os países avançados terão crescimento menor, como também os países emergentes estarão sendo afetados por essa desaceleração da economia mundial e terão, também, um crescimento menor. As curvas de crescimento da economia mundial: 2010 foi cinco por cento; 2011 já caiu para três ponto oito e 2012 espera-se três ponto um. Mesmo países como a China, a Índia – que, em geral, são pouco afetados pelos problemas internacionais – também estão desacelerando.”
Guido Mantega acrescentou que a solução encontrada pelos países avançados para enfrentar a crise foi a expansão monetária. Potências como os Estados Unidos, Japão e União Europeia estão emitindo recursos com taxas e juros mais baixos, o que impede a quebradeira dos bancos. Na opinião do ministro da Fazenda, a estratégia é necessária, mas não suficiente para blindar os países dos efeitos da crise. A boa notícia é que, segundo Mantega, o Brasil teve bons resultados em 2011 e saiu fortalecido. Em meio à crise, o País conseguiu um crescimento de dois vírgula sete por cento no PIB do ano passado, em relação ao índice de sete e meio por cento, em 2010. Esse crescimento, na avaliação do ministro, está associado à expressiva criação de empregos com carteira assinada em 2011.
"O Brasil, hoje, é um dos poucos países que está próximo do pleno emprego. Enquanto vários países estão se defrontando com desempregos elevados, o Brasil tem esse privilégio de estar crescendo de uma maneira que continua gerando emprego. E, ao gerar emprego, sobe, passando adiante a massa salarial. A massa salarial cresceu quatro ponto oito em 2011 e ela é uma somatória do aumento do rendimento real mais o aumento da população remunerada. Isto constitui uma grande diferença em relação ao que está ocorrendo em vários países.”
De acordo com o ministro da Fazenda, o País conseguiu aumentar as reservas em mais de sessenta bilhões de dólares, entre 2010 e 2011; alcançou a solidez fiscal e, nos primeiros dois meses deste ano, apresentou uma inflação menor do que a registrada no mesmo período do ano passado, aumentando o poder de ação do governo sobre as políticas fiscal e monetária. Guido Mantega advertiu que, apesar de fortalecido, o Brasil precisa de uma ação intensa para driblar mais um ano da crise mundial. O ministro classificou 2012 como um ano de desafio para os brasileiros e disse que o Brasil precisa aumentar os investimentos em infraestrutura para ampliar a exportação e reduzir os custos com logística e energia ligados a essa cadeia produtiva.
Reportagem, Natália Borges

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