domingo, 14 de outubro de 2012

Entrevista com o vereador eleito Marcos Aurelio Teorema



1 - Como o senhor explicar a sua releição e a grande votação?

R - Primeiramente, um projeto que foi colocado nas mãos de Deus. Pedimos a orientação pela fé e sempre estivemos prontos para receber a resposta que a nós estivesse reservada. Fizemos uma política no campo das ideias. De fato apresentamos uma proposta para cidade. Em nossa estratégia não estava a polarização com adversários e nem buscar verificar outros candidatos,mas sim apresentar a nossa proposta. A nossa militância voluntária e apaixonada foi o grande diferencial. O poder multiplicador de uma pessoa que acredita em uma causa é fantástico. Tiv emos uma campanha focada no voto consciente, criterioso e livre. Não fizemos uma campanha desordenada. Priorizamos alguns bairros que temos o nome muito bem sedimentado, valorizamos a participação dos jovens, utilizamos as ferramentas de comunicação das redes sociais. Uma campanha sem grandes estruturas financeiras, mas com o envolvimento dos amigos eamigas que acreditam em nosso projeto político. Vencemos!

2 - Ainda sobre sua eleição, mais estendendo a todos, como o senhor avalia a renovação na Câmara e principalmente elegendo jovens vereadores?
 
R - É salutar para a sociedade,que precisa dar oportunidades para novas pessoas contribuirem também.  Até mesmo com a participação de jovens parlamentares, que é um processo natural, uma vez que grande parte do nosso eleitorado é formada por jovens com menos de 30 anos e geralmente quem não vive essa realidade pode não ter a dimensão de suas angústias, expectativas e desafios, não consegue representá-la bem. A cidade está se renovando e novos líderes chegam para contribuir com suas ideias. Saúdo a renovação, mas respeito os que têm mérito e são reeleitos.

3 - Seu comportamento como edil em relação ao Executivo, será moderado, progressista, critico, radical ou adotará a linha do bom senso e da responsabilidade para com a cidade, ou seja o que for bom para a comunidade estará apoiando e o que não atender este pensamento agirá de forma independente?
R- Em tudo na vida busco o equilíbrio. Uma palavra antes de ser dita, tem de ser pensada,sobretudo quando se é um representante do povo. Estarei para representar a população, logo o que a atender o povo e o executivo acertar, estarei apoiando,mas se em algum momento o executivo errar, estarei do lado do povo. Precisamos ser justos com quem nos deu a oportunidade. Acredito que a política radical, denuncista por natureza, muitas vezes é injusta ao não reconhecer acertos, além de trazer isolamento político. Entrarei com humildade não para estar representando ideologias pessoais, mas representando o sentimento da cidade. Por isso, o que for do bem de nossa gente,apoio.

4- Ao sair de 13 para 21, o senhor acha que a sociedade composta por mais de 250 mil pessoas estará bem representada no legislativo?
R -Acredito que sim. Às vezes não se ganha uma eleição e se tenta desqualificar quem foi eleito. A representatividade da câmara é uma diversificada, como é a sociedade impreatrizense. Lá teremos uma boa bancada de educadores, de empresários, de líderes de bairros, de militantes da imprensa, entre outros segmentos. Haverão representantes também de todas as faixas-etárias, desde o jovem vereador até o experiente de vários mandatos. Se tivesse de apenas uma classe, seria injusto. O debate surge a partir de visões diferenciadas. Isso é a vida. Isso será a nova legislatura.

5 - Seus planos de ação, pode ser destacado uma área por exemplo, educação, que é seu ramo de atuação ou atuará em todas as áreas?
R -Atuaremos, sim, em todas as áreas, debatendo e discutindo soluções para os problemas que surgirão no exercício do mandato, mas na educação e na busca por políticas públicas para a juventude, será o nosso maior esforço, isso porque acredito que o meu papel enquanto educador e a partir de janeiro,como legislador, é lutar para favorecer a independência das pessoas. Esse é o nosso desafio. Quero buscar parcerias no âmbito municipal e também estadual e federal, dentro da atribuição do vereador, com os líderes do nosso grupo político. 

6 - Qual o exemplo das urnas para o senhor e de que forma, isso poderá influenciar não só o senhor, mais todos os vereadores eleitos? a renovação de 60 por cento foi um recado dos eleitores?
R -O eleitor é soberano. Em 2010,quando disputei para deputado estadual e tive uma grande votação,mesmo não sendo eleito, muitas pessoas diziam-me que já estava feita a base para vereador.O saldo que tirei daquela eleição não foram os votos, mas sim a experiência e as amizades desenvolvidas, que me esforcei muito para mantê-las. Acredito que cada votação é como uma foto daquele exato momento. Se o mandatário não honrar seus compromissos, o mesmo povo que dá oportunidades, também tira. Para honrar a responsabilidade precisa-se de humildade, determinação e parcerias. Política não se faz só. Precisamos das pessoas mais do que elas precisam da gente. 
Estou feliz com oportunidade que recebi,mas minha alegria é do tamanho de minha responsabilidade. Muita esperança foi depositada com o nosso projeto político e não podemos errar. Muito obrigado  a cada amigo e amiga que nos ajudou nessa construção e peço o seu apoio no exercício do mandato,com sugestões, ideias, mostrando caminhos e até criticando. A grande lição das urnas é de que é o povo que manda.

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