sábado, 29 de dezembro de 2012

Construção da hidrelétrica de Marabá vai começar em 2014


Fonte: (Chagas Filho/Diário do Pará)

Em 2014 começam as obras do projeto de Aproveitamento Hidrelétrico de Marabá. Agora já estão sendo feitos o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto sobre o Meio Ambiente (EIA/Rima). Os Akarãtika-Tejê, conhecidos como Gavião da Montanha, o Gavião Kyikatejê e o Gavião Paraketejê, povos da Reserva Mãe Maria, em Bom Jesus do Tocantins, que será afetada, querem a participação de um antropólogo de confiança para fazer estudo dos impactos.

A nova usina hidrelétrica vai provocar uma supressão vegetal de 3 mil hectares. A região afetada, denominada de “Fortaleza”, é rica em castanha-do-Pará, variedade de ipês (chamado na região de pau d’arco, madeira usada para fazer ponta da flecha) e espécies da fauna, por isso rica em caça para os índios.

Segundo Ubirajara Nazareno Sompré, vereador eleito por Marabá e uma das lideranças da aldeia, a comunidade indígena não aceita que o empreendedor faça o estudo antropológico. “Quando o empreendedor ou a Funai, que também é governo, faz o estudo, os impactos, às vezes, não são mostrados. Por isso queremos fazer um pré-estudo”, afirma. Segundo ele, a comunidade quer ter o direito de escolher seu próprio antropólogo e equipe técnica. “Não podemos falar nem que sim, sem nenhum documento em mãos, nem falar que não, por não”, observa Ubirajara.

Ainda de acordo com o líder indígena, o EIA/Rima da hidrelétrica está quase todo concluído. O que falta é exatamente a área da Mãe Maria. Já foi concluído também estudo de viabilidade econômica. Ou seja, os impactos estão confirmados.

Segundo Ubirajara, a Reserva Mãe Maria é a terra indígena mais impactada do Brasil. Pela área passa a Estrada de Ferro Carajás, que agora será duplicada. A reserva é cortada também pela BR-222 (antiga PA-70), dois linhões da Eletronorte e agora receberá um terceiro linhão de fibra ótica da operadora Vivo.

Quando a Hidrelétrica de Marabá for construída, 95% da sede do município de São João do Araguaia vai desaparecer do mapa, exatamente o centro histórico. É o município que vai sofrer mais diretamente o impacto.

A Barragem de Marabá vai atingir nove municípios: Marabá, Palestina do Pará, São João do Araguaia, Brejo Grande do Araguaia e Bom Jesus do Tocantins, todos no Pará; Axixá, Esperantina e Araguatins, no Estado do Tocantins; e São Pedro da Água Branca, no Maranhão. Com um custo estimado de 2 bilhões de dólares, o prazo médio de construção é de oito anos. A hidrelétrica de Marabá deverá ser uma das maiores do país, com capacidade de produção de 2.160 megawatts, tornando-se um aporte considerável para o Sistema Interligado Nacional.

(Chagas Filho/Diário do Pará)
Construção de hidrelétrica vai começar em 2014
Fonte: (Chagas Filho/Diário do Pará)

Em 2014 começam as obras do projeto de Aproveitamento Hidrelétrico de Marabá. Agora já estão sendo feitos o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto sobre o Meio Ambiente (EIA/Rima). Os Akarãtika-Tejê, conhecidos como Gavião da Montanha, o Gavião Kyikatejê e o Gavião Paraketejê, povos da Reserva Mãe Maria, em Bom Jesus do Tocantins, que será afetada, querem a participação de um antropólogo de confiança para fazer estudo dos impactos.

A nova usina hidrelétrica vai provocar uma supressão vegetal de 3 mil hectares. A região afetada, denominada de “Fortaleza”, é rica em castanha-do-Pará, variedade de ipês (chamado na região de pau d’arco, madeira usada para fazer ponta da flecha) e espécies da fauna, por isso rica em caça para os índios.

Segundo Ubirajara Nazareno Sompré, vereador eleito por Marabá e uma das lideranças da aldeia, a comunidade indígena não aceita que o empreendedor faça o estudo antropológico. “Quando o empreendedor ou a Funai, que também é governo, faz o estudo, os impactos, às vezes, não são mostrados. Por isso queremos fazer um pré-estudo”, afirma. Segundo ele, a comunidade quer ter o direito de escolher seu próprio antropólogo e equipe técnica. “Não podemos falar nem que sim, sem nenhum documento em mãos, nem falar que não, por não”, observa Ubirajara.

Ainda de acordo com o líder indígena, o EIA/Rima da hidrelétrica está quase todo concluído. O que falta é exatamente a área da Mãe Maria. Já foi concluído também estudo de viabilidade econômica. Ou seja, os impactos estão confirmados.

  Segundo Ubirajara, a Reserva Mãe Maria é a terra indígena mais impactada do Brasil. Pela área passa a Estrada de Ferro Carajás, que agora será duplicada. A reserva é cortada também pela BR-222 (antiga PA-70), dois linhões da Eletronorte e agora receberá um terceiro linhão de fibra ótica da operadora Vivo.

Quando a Hidrelétrica de Marabá for construída, 95% da sede do município de São João do Araguaia vai desaparecer do mapa, exatamente o centro histórico. É o município que vai sofrer mais diretamente o impacto.

  A Barragem de Marabá vai atingir nove municípios: Marabá, Palestina do Pará, São João do Araguaia, Brejo Grande do Araguaia e Bom Jesus do Tocantins, todos no Pará; Axixá, Esperantina e Araguatins, no Estado do Tocantins; e São Pedro da Água Branca, no Maranhão. Com um custo estimado de 2 bilhões de dólares, o prazo médio de construção é de oito anos. A hidrelétrica de Marabá deverá ser uma das maiores do país, com capacidade de produção de 2.160 megawatts, tornando-se um aporte considerável para o Sistema Interligado Nacional.

(Chagas Filho/Diário do Pará)

2 comentários:

  1. isso e um abisurdo o que estão fazendo conosco que moramos no municipio de são joão do araguaia e apinages estamos todo os moradores indignados com isso esse politicos que temos e so corrupção e ainda mais essa de deixamos nos a ver navio com uma construção que só vai trazer transtono para os mais pobre vamos espera esse politico que cai de paraquedas e depois somem fazendo isso deixando nos com os pés e mãos atada.

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  2. quero saber se vai abri a barragem quando.




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