quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Sucessão de 2014 ainda é dúvida. Mas tempo de decisão é agora



Levandowski decidiu prorrogar



Dilma vai de novo com Michel Temer



E há também desafios para os governos dos estados de Minas Gerais e São Paulo.

Não há dúvida de que a chapa Dilma Roussef/Michel Temer será mantida para a disputa presidencial em 2014. Declarações e demonstrações nesse sentido não faltam. A dúvida reside é nas composições partidárias dos adversários. O PSDB há muito, a rigor desde Marco Maciel, não consegue um vice que contribua eleitoralmente. Será a vez de uma chapa própria? Pode ser, mas poucos acreditam. E o PSB de Eduardo Campos? Candidatura própria poderá ser um risco, ainda que signifique um avanço em termos de presença, mas poucos acreditam na hipótese. Essas dúvidas mantém a expectativa em torno da disputa presidencial. Na qual de certeza mesmo só a reedição da coligação PT/PMDB e a presença de Aécio. As demais vagas e composições começam a movimentar o meio político a partir de agora.
No PSDB, mesmo com Aécio despontando, também há um jogo político interno que ficou claro nas últimas semanas. E cuja origem é paulista, envolvendo os futuros políticos de Geraldo Alckmin e José Serra. E é bom não esquecer o Partido que Marina Silva vem formando com muito cuidado e discrição.

E mais:

A par dessa disputa presidencial, dois redutos estratégicos estão merecendo as atenções do PT e PSDB: São Paulo e Minas, onde as eleições para governador tem uma importância estratégica. Seria um desafio para o PT e uma preocupação tucana. O ex-presidente Lula já admitiu o interesse político do PT, depois de ter conquistado a prefeitura da capital.

Votação do Orçamento

O presidente do Senado, Renan Calheiros, convocou para a próxima terça-feira a sessão do Congresso que deve retomar a discussão da proposta do Orçamento da União de 2013. O impasse em torno da votação se deu porque alguns líderes não abriram mão de votar, antes da proposta orçamentária, os mais de 3 mil vetos presidenciais que estão na fila aguardando apreciação. Entre eles está o veto ao artigo 3º da Lei os Royalties, feito pela presidente Dilma Rousseff. O artigo 3º do projeto de lei aprovado no Congresso diminuía a parcela de royalties e da participação especial dos contratos em vigor destinada a estados e municípios produtores de petróleo, mas Dilma vetou.

Fundo de participação

O presidente do Congresso afirmou ainda que, além da votação do Orçamento, o Congresso precisa centrar esforços para aprovar as novas regras para distribuição dos recursos do Fundo de Participação dos Estados. Na última semana de janeiro, o presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Levandowski, decidiu prorrogar por mais 150 dias a validade do sistema de partilha atualmente usado pelo governo, considerado inconstitucional pelo próprio STF em 2010. O tribunal havia estipulado prazo de até o fim de 2012 para o Congresso votar nova regra, que não foi cumprido pelos parlamentares.

Nova Pasta

Agora pode ser também a vez da viabilização do Ministério de Micro e Pequenas Empresas a ser destinado ao PSD, que se integra no governo Dilma.

Eduardo Alves: “Não há hipótese de não cumprir a decisão do Supremo.”


Câmara e Mensalão

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, disse ontem que “não há a menor possibilidade” de qualquer confronto entre o Legislativo e o Judiciário em razão da polêmica sobre a cassação de mandatos dos parlamentares condenados no processo do mensalão. Ele falou depois do encontro com o presidente do STF, Joaquim Barbosa: “Não há hipótese de não cumprir a decisão do Supremo. O Supremo vai cumprir o seu papel, analisando, como está analisando, vai discutir os embargos, vai publicar os acórdãos, e nós só vamos fazer aquilo que o nosso regimento determina que façamos: finalizar o processo. Uma coisa complementa a outra. Não há confronto.” Fonte: Politica Para Politicos

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