sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Transito e Transportes coletivos são os temas dos vereadores neste primeiro semestre




Os dois principais temas que deverão polarizar os debates nas sessões do legislativo Imperatrizense,serão o transporte coletivo e o trânsito, prevê o presidente Hamilton Miranda. Agora com 21 vereadores, os debates deverão serem mais amplos e até acirrados, embora, nesta primeira semana o clima foi de amenidade entre os edis. No entanto, por constar de vereadores considerados oposicionistas e até certo ponto radicais, deverão movimentar e esquentar as sessões ordinárias desta décima sétima legislatura.
Ao O progresso, o vereador reeleito Hamilton Miranda informou que entre todos os assuntos, a questão do transporte coletivo e a a organização do trânsito farão a pauta principal dos vereadores. “Pelo que estamos observando já nestas primeiras sessões e a cobrança da população, o transporte coletivo, assim como a organização do transito dominarão os debate na casa”, frisou.
Nas duas primeiras sessões, terça e quarta-feira, os vereadores lembraram na tribunal Freitas Filho, a forma como estão sendo tratados os usuários do transportes coletivos. O vereador Marcos Aurélio, fez questão de afirmar que para conhecer a realidade do serviço, passou boa parte do dia circulando em onibus e nas paradas.
“Posso afirmar sem medo de errar que a situação é realmente de falta de atenção e respeito. Em algumas linhas, as pessoas sofrem com a lotação e com a utilização de micro-ônibus que são menores e apertados, precisamos dar uma resposta a população”, afirmou.
Praticamente todos os vereadores demonstraram insatisfação com a prestação dos serviços por parte dos concessionários do transporte coletivo em Imperatriz. Não está nem mesmo descartado a instalação de uma CPI para apurar todas as denuncias e irregularidades, como atestou o vereador Rildo Amaral.
“Não queremos nos tornar chatos, contudo, temos que agir e rápido para responder ao que a sociedade denuncia. E já vejo a possibilidade concreta da instalação de uma CPI. Afinal, vereadores da situação e oposição estão convergindo para a mesma opinião”.
Transito – Rildo Amaral(PDT), é autor de um projeto que vai provocar muitas discussões. O que tratar da regulamentação do transporte de cargas na cidade. O projeto foi apresentado ainda no ano passado, mais, em função da eleição não teve continuação. Agora, Amaral pediu que retornasse a mesa para ser discutido pelos seus pares.
“Já pedir o desarquivamento do projeto e espero que seja debatido e apreciado pelos vereadores como forma de organizar este setor em Imperatriz”. O projeto caso seja aprovado vai estabelecer horários e as vias em que os caminhões de cargas poderão circular na área central da cidade. Vai por exemplo, reduzir o estrangulamento do transito no mercadinho por exemplo. A proposta será rebatida pelos setores ligados ao comércio, isto porque, fará com que as grandes lojas tenham seus pontos de armazenagem fora do centro e suas entregas poderão ser feitas por caminhões utilitários e em horários em que não provocarão contratempos.
Já há consenso entre os vereadores que sejam apresentadas emendas ao projeto visando regularizar várias ruas que hoje são os principais pontos de acidentes na cidade. Audiências publicas, debates e até a vinda de especialistas em transito urbano a Imperatriz está sendo preparada para discutir este tema.
Para o ex-vereador Edmilson Sanchez, um estudioso nos números de acidentes de transito urbano em Imperatriz, “as ruas não são de borracha -- não dá para esticar. São mais ou menos 700km de ruas, com alguma pavimentação e a maioria sem pavimentação nenhuma. Em 2008, 30 mil veículos; em 2013, cem mil. O trânsito em Imperatriz dependerá cada vez mais unicamente de uma condição: a educação de quem dirige, do ciclista (bicicleta também é veículo,do pedestre. Ler seguir sinalização, fiscalização e campanhas são inúteis se cada um não assumir com responsabilidade, com respeito o seu papel”.
Sanchez que foi instrutor em assuntos sobre "Ética e Meio Ambiente" para cursos voltados para motociclistas e mototaxistas. Usou imagens fortes para mostrar a fragilidade das motos no trânsito caótico em que vivemos.
E conclui “Entre a palavra "MOTO" e a palavra "MORTO" não há distância. Ou melhor, a distância é exatamente do tamanho de sua pressa, de sua educação, de seu bom senso, de seu respeito pelos outros. Não tem como: trânsito melhor. só com pessoas melhores”.

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