sábado, 19 de outubro de 2013

Menos da metade das mulheres com câncer de mama seguem o tratamento até o fim em Imperatriz


O medo de ter a doença e a falta de informação são as causas para que algumas mulheres só descubram a doença em estado avançado

No mês em que todo o Brasil discute o câncer de mama, é preciso estar alerta para os perigos da doença. Em Imperatriz, do total de casos registrados, apenas 45,80% seguem o tratamento até o fim, de acordo com a Secretaria de Saúde da cidade.

A mastologista da Onconradium, Germana Bastos, explica que isso acontece porque ainda existe falta de informação e medo por parte de pessoas em fazer os exames preventivos e descobrir alguma doença grave, o que também atrasa muito a busca por assistência médica.

"As informações a cerca do câncer de mama hoje em dia estão bem difundidas, entretanto, em algumas localidades do interior do país, as pessoas ainda carecem de mais informações. Existe ainda o medo por parte de algumas mulheres de descobrirem alguma doença grave, o que também atrasa muito a busca por exames e assistência especializada", afirma a mastologista.

Ainda segundo a Secretaria da Saúde, apenas 1,53% da mulheres diagnosticadas com câncer de mama obtiveram alta por cura total. Esse percentual é dado pelo fato de que a grande maioria dos casos já encontram-se em estado avançado, o que justifica a importância do diagnóstico precoce.

A médica Germana Bastos explica ainda que apesar dos estudos demonstrarem não haver impacto significativo na redução da mortalidade pelo câncer de mama com o emprego do autoexame, ainda assim, ele é uma ferramenta muito importante para que as pacientes possam procurar assistência médica precoce.

"O autoexame é um método importante para as pacientes prevenirem a doença, mas os melhores resultados em diagnóstico precoce tem sido obtidos com o rastreio mamográfico precoce, pois pode se detectar lesões iniciais e impalpáveis, que apresentam grandes chances de cura", diz.

(Assessoria ONCORADIUM - Imperatriz)

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