domingo, 24 de novembro de 2013

Prêmio Fapema 2013 será entrega nesta segunda (25)



Na segunda-feira (25), às 20h, pesquisadores maranhenses que desenvolvem projetos que têm contribuído para o desenvolvimento científico e tecnológico do Maranhão subirão ao palco do Teatro Arthur Azevedo para receber o Prêmio Fapema 2013.
Ao todo serão agraciados 54 pesquisadores contados os orientadores. A cerimônia será presidida pela presidente da Fapema, Rosane Guerra.

Abaixo, segue resumo de alguns projetos que serão premiados:

Areia pode ser substituta do vidro na produção de cimento
DISSERTAÇÃO DE MESTRADO - Substituir areia por vidro: qual influência essa troca pode trazer na composição do concreto de cimento? A pergunta foi respondida na pesquisa "Propriedades físico-mecânicas do concreto de cimento portland contendo resíduo vítreo como agregado miúdo", vencedora do Prêmio Fapema na categoria Dissertação de Mestrado - Engenharias.
O trabalho vencedor foi desenvolvido por Edson Jansen Miranda Júnior, sob orientação do Prof. Dr. Antonio Ernandes Macêdo Paiva. O projeto tem como principal objetivo estudar a influência da substituição parcial do agregado miúdo natural (areia) por resíduos vítreos, provenientes do processo de polimento e desbaste de chapas de vidro plano, nas propriedades físico-mecânicas do concreto de cimento Portland - tipo de cimento muito utilizado na construção civil por conta da sua resistência. De acordo com o pesquisador, a partir desse trabalho, pôde-se observar que é viável a utilização de resíduos vítreos em substituição da areia, nas porcentagens de 5%, 10% e 20%, para a produção de um concreto ambientalmente adequado e com aplicação estrutural, levando-se em consideração algumas restrições citadas ao longo deste trabalho, que ainda precisam ser eliminadas em futuras pesquisas.

Crianças com deficiência de proteínas tem mais propensão à cáries
De acordo com o Ministério da Saúde, em todo o país, 27% das crianças, entre um ano e meio e três anos, e cerca de metade das crianças de 5 anos apresentam dentes cariados. Sendo que 80% das lesões de cárie permanecem sem tratamento. A situação é tão preocupante que levou a doutora Cecília Cláudia Costa Ribeiro a se debruçar sobre a pesquisa "A cárie da infância: fatores de risco e consequências desse agravo na saúde sistêmica". Ela foi vencedora do Prêmio Fapema na categoria "Pesquisador Sênior - Saúde".
No Maranhão, o trabalho constatou que a prevalência da cárie precoce na infância (CPI) é ainda maior que no resto do país. De posse dessas informações, duas linhas de pesquisa foram desenvolvidas dentro do projeto premiado. Na primeira, um estudo com 640 crianças da capital maranhense, mostrou que a desnutrição ocasionada pela ausência de proteínas e calorias foi apontada como um fator de risco para o aparecimento das cáries. As crianças tinham baixos níveis de hemoglobina, albumina e zinco.
Com base nisso, a pesquisa constatou que pacientes com CPI, podem apresentar alterações em suas medidas: com peso e altura mais baixos do que em crianças livres da doença: ou seja, práticas alimentares inadequadas, com abuso no consumo de açúcar, poderia ser uma explicação da relação entre alterações nutricionais e cárie precoce. "A cárie na infância esteve associada tanto aos déficits nutricionais quanto ao consumo de açúcar, sendo possível que uma dieta rica em açúcar, que é pobre em micronutrientes como zinco, ferro e albumina, sejam uma explicação para esses nossos achados", revelou a pesquisadora.
Na visão da vencedora do prêmio, os pais e agentes comunitários têm um papel crucial na orientação por uma alimentação equilibrada e das instruções de boas práticas da higiene bucal: medidas profiláticas que auxiliariam na prevenção da doença. Cecília Ribeiro defende ainda, mais pesquisas que elevem o Maranhão a um maior patamar de desenvolvimento. "A Fapema tem tido um papel fundamental e os pesquisadores maranhenses têm sido realmente prestigiados pelas parcerias com a Fundação. Acredito que a premiação veio como um reconhecimento em colaborar com esse momento de efervescência de pesquisas de qualidade ao nosso estado".

Pesquisa busca tratamento natural para a leishmaniose tegumentar
A leishmaniose tegumentar, doença que tem afetado a população brasileira, sobretudo nas áreas de intensa vegetação, é o objeto da pesquisa vencedora do Prêmio FAPEMA 2013, na categoria Pesquisador Sênior, modalidade Ciências Agrárias, desenvolvida pela professora doutora Ana Lúcia Abreu Silva.
O estudo teve como objetivo estudar as características da leishmaniose tegumentar buscando a cura da doença. Além disso, avaliou o potencial do noni (Morinda citrofolia), planta que apresentou propriedades de combate à doença. De acordo com a pesquisadora, esse estudo experimental da leishmaniose pode proporcionar, em longo prazo, o desenvolvimento de vacinas e fármacos que combatam e até previnam a doença.
Nos testes realizados, a equipe observou que os camundongos, utilizados nos testes, que foram tratados com extrato de noni apresentaram significativa melhora. Porém, a professora Ana Lúcia afirma que ainda há a necessidade da realização de análises em outras espécies de animais para que se chegue ao tratamento com a planta no ser humano.

Protótipo capaz de bombear água utilizando energia solar
A ideia veio do estudante de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Maranhão - UFMA, Guilherme Farias, que desenvolveu um protótipo capaz de bombear água utilizando apenas energia solar. Com esse projeto, ele venceu na categoria Jovem Cientista, modalidade Engenharias.
Para que a bomba d'água pudesse funcionar sem a necessidade da utilização de baterias, o estudante desenvolveu um conversor eletrônico capaz de acionar a bomba por meio de um painel solar de 240 W. "O sistema é de baixo custo, autônomo e projetado para possuir uma vida útil longa. Portanto, ele pode ser utilizado em regiões de difícil acesso a fontes hídricas para abastecer comunidades carentes e também pode ser aplicado em unidades de agricultura familiar para a irrigação das plantações", justificou Guilherme.

Projetos inovadores
Pensando em reconhecer a importância dos inventores maranhenses e promover esse pensamento, o Prêmio Fapema trouxe duas categorias: Inovação Tecnológica e Empresa Inovadora. As duas contemplam as iniciativas que se preocupam com aquilo que é novo e criativo. "Os vencedores são projetos que conseguiram explorar, com sucesso, uma nova ideia na área de bens, serviços, ou seja, algo diferente e indispensável", explicou a coordenadora de Inovação e Empreendedorismo da Fapema, Hallyne Moreira.
No caso da Empresa Inovadora, o projeto apresentou o uso da inovação como forma de alcançar objetivos estratégicos. Assim sagrou-se vencedora na categoria a SM Sanduíches. O pequeno negócio informal se tornou rentável após um grande investimento na reformulação da marca de embalagens e na criação de novos produtos. Como resultado positivo, o empreendimento tem sido destaque na mídia nacional e internacional.
A SM Sanduíches conta com 4 linhas de produtos no mercado: Tradicional,  Light, Gold e Kids. Esta última é o diferencial da marca, pois o projeto gráfico de suas embalagens tem uma abordagem lúdica. "Os 'monstrinhos devoradores' tem como objetivo estimular o interesse das crianças em um convite para que o ato de comer se torne uma brincadeira agradável e alegre", explicou Thiago Castelo Branco que coordena a empresa.
Já entre os projetos que concorriam à Inovação Tecnológica, venceu o "Sistema de Monitoramento Ambiental utilizando agente de software inteligente", da doutora em biotecnologia Raimunda Fortes. O aplicativo pode ser utilizado em ambientes estuarinos no estado e permite monitorar dois locais, simultaneamente comparando as características de um ambiente impactado com outro ambiente de referência.
O sistema de monitoramento mantém um provedor que está em conexão com um dispositivo móvel. Em campo, o pesquisador com esse software pode coletar informações, registrar no celular, que através da conexão com a internet ou por bluetooth vai atualizar esses novos dados, do local em que estiver.
O software vai auxiliar gestores que trabalham na área ambiental e que precisam realizar suas atividades com base em informação científica para atualizar seus dados e tomar decisões. Hoje, essas informações podem levar de dois a quatro anos para serem obtidas. Com a tecnologia que foi desenvolvida esse processo será muito mais rápido e ajudará na preservação do ambiente catalogado.

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