domingo, 28 de dezembro de 2014

Flávio Dino e a tal “herança maldita” Política

Por Robert Lobato

Flávio Dino ao registrar Porgrama de Governo no TRE durante
Flávio Dino registra “Programa de Governo” no TRE durante a campanha: “65 pontos” em quatro anos.
O doutor Flávio Dino (PCdoB) sequer assumiu o governo do Maranhão e já fala em “herança maldita”.
Parece discurso de quem precisa de uma “carta de seguro” para justificar um eventual fracasso na implantação, em apenas quatro anos, dos 65 pontos do “Plano de Governo” apresentado no horário eleitoral e registrado no Tribunal Regional Eleitoral pelo então candidato Flávio Dino.
Entre os “65 pontos” (“65″ é uma alusão ao número do partido do governador eleito) destacam-se:
1. Programa Água para Todos, que visa garantir água e banheiro na casa de todos os maranhenses.
2. Programa “Minha Casa, Meu Maranhão”, proposta de transformar o governo do Estado em parceiro do Governo Federal também na construção de casas, com a meta de reformar ou construir 200 mil unidades habitacionais no Maranhão.
3. Programa Segurança para Todos, que pretende dobrar o número alternativas e no método APAC para execução penal.
4. Implantar o Pacto Pela Vida, programa inspirado no governo Eduardo Campos cujo objetivo é estabelecer um novo modelo de governança da segurança
5. Criar o Programa “Mais Médicos Maranhão” com a finalidade de superar o déficit de profissionais no Estado, já que o Maranhão possui, segundo a campanha do comunista, somente 0,7 médicos para cada 1.000 habitantes (a pior relação do país).
Vale ressaltar, que muitas das propostas contidas no “Programa de Governo” do comunista vão precisar de ajuda substancial do governo da presidenta Dilma para possam ter algum êxito, e a previsão da economia do país para 2015 não é das melhores.
Os políticos que ganham eleição, seja ela em qual nível for, têm que parar com essa história de “herança maldita”.
Ora, será que ao decidir por uma candidatura de prefeito, governador ou presidente, o pretende não tem conhecimento de que corre o risco de pegar uma “bomba”? É justo ou mesmo honesto com o eleitor o sujeito ganhar uma eleição, assumir o cargo e passar quase o mandato inteiro pondo culpa no antecessor por não conseguir honrar os compromissos de campanha?
Seja como for, não pega bem para um governador eleito no bojo de um sentimento renovador e mudancista, nem sequer tomar posse e já começar com essa conversa fiada de “herança maldita”.
É aquele velho ensinamento da vovó: “Quem não pode com o pote, não segura na rodilha”.

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