quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Crefisa vê projeto do Palmeiras 'muito melhor' do que o do São Paulo

Nova patrocinadora do Palmeiras diz que recebeu uma oferta do clube do Morumbi, mas o fato de o Alviverde não ter atrasos em suas contas, nem viver 'escândalos' pesou

Thiago Ferri - 22/01/2015 - 13:10 São Paulo (SP)
Palmeiras apresenta novo patrocinador (Foto: Agência Estado)


Depois de dois anos de espera, o Palmeiras anunciou na manhã desta quinta-feira seu novo patrocinador master. O acordo com a Crefisa foi assinado por dois anos, renderá ao clube R$ 23 milhões por temporada, e se deu após uma nova disputa nos bastidores com o São Paulo. Segundo Leila Pereira, presidente do banco, o projeto do Verdão era "muito melhor" do que aquele apresentado pelo clube do Morumbi.
- O São Paulo fez proposta, sim, mas a proposta do Palmeiras foi muito melhor, o projeto é muito melhor. O valor até foi maior, como disse, mas o projeto é muito bom. O Zé Roberto (Lamacchia, dono da Crefisa) é mesmo palmeirense, mas se o projeto não fosse bom, ele jamais assinaria este patrocínio - resumiu a mandatária da empresa.

- É um sonho desde que nasci. Sou palmeirense desde pequeno. Estou bastante feliz, contente, nem dormi esta noite de felicidade - acrescentou Lamacchia, dono da Crefisa.
Durante a comemoração do acordo, a nova parceira do clube ainda exaltou o Alviverde por ser um clube que paga em dia e não está envolvido em escândalos - o São Paulo, recentemente, chamou a atenção por conta da relação entre a namorada do presidente tricolor, Carlos Miguel Aidar, em negociações do clube, e o mais recente problema, revelado pelo LANCE!Net, foram os gastos abusivos com combustível durante a gestão anterior, de Juvenal Juvêncio.

  • Após dois anos sem patrocínio master, o Palmeiras anunciou a Crefisa como nova parceira: R$ 46 milhões por dois anos de contrato (Foto: Agencia Estado)
  • Bavesa - Distribuidora de veículos e peças automotivas, a Bavesa esteve na camisa do Verdão em um jogo contra o São Paulo, em 1985 (Foto: Agência Estado)
  • Agip - A Agip estampou sua marca na camisa do Palmeiras no fim dos anos 80 (Foto: Divulgação)
  • Coca-Cola - A Coca Cola patrocinou o clube entre o fim dos anos 80 e começo dos 90: o uruguaio Dario Pereyra vestiu o manto (Foto: Agência Estado)
  • Parmalat - Os anos dourados da Parmalat começaram em 1992 e duraram até 2000: César Sampaio ergueu várias taças com a camisa (Foto: Agência Estado)
  • Santal - Usou um de seus produtos na camisa do Verdão no título da Copa do Brasil de 1998 (Foto: Agência Estado)
  • Pirelli - A também italiana Pirelli assumiu o lugar da Parmalat em 2001: ficou até o fim de 2007. Enilton, em 2006, vestiu a camisa em período de vacas magras (Foto: Reginaldo Castro)
  • Fiat - Outra empresa italiana assumiu o lugar nobre da camisa em 2008: a Fiat. Valdivia foi campeão paulista com a camisa naquele ano (Foto: Tom Dib)
  • Samsung - A sul-coreana de eletrônicos, Samsung, assumiu o espaço em 2009, ano em que o Palmeiras jogou a Libertadores, com Diego Souza (Foto: Ivan Storti)
  • Fiat - A Fiat voltou ao clube em 2010 e ficou por dois anos: Valdivia, na foto de 2011, aparece de novo com a marca em sua volta ao Palmeiras (Foto: Tom Dib)
  • Kia - A Kia assumiu o melhor espaço da camisa em 2012, ano do título da Copa do Brasil e do rebaixamento: Maikon Leite estava lá... (Foto: Tom Dib)
  • Após dois anos sem patrocínio master, o Palmeiras anunciou a Crefisa como nova parceira: R$ 46 milhões por dois anos de contrato (Foto: Agencia Estado)
  • Bavesa - Distribuidora de veículos e peças automotivas, a Bavesa esteve na camisa do Verdão em um jogo contra o São Paulo, em 1985 (Foto: Agência Estado)

Bavesa - Distribuidora de veículos e peças automotivas, a Bavesa esteve na camisa do Verdão em um jogo contra o São Paulo, em 1985 (Foto: Agência Estado)

- Este momento para a empresa é histórico. Uma instituição sólida, só operamos com capital próprio e de grande credibilidade. Minha grande felicidade de me associar ao Palmeiras é por isto. É um time com credibilidade, que paga em dia seus compromissos, não atrasa, não tem escândalo. Acredito muito no projeto do Palmeiras. Fomos procurados por outros clubes, e fechamos pelo projeto espetacular apresentado. O valor do Palmeiras foi mais alto, mas a escolha foi o projeto. É uma honra muito grande - acrescentou Lamacchia.
O Verdão, por sua vez, evitou em usar o termo "chapéu" no rival, com o qual tem forte disputa nos bastidores desde que Alan Kardec trocou o Palmeiras pelo São Paulo. Satisfeito com a negociação, o presidente Paulo Nobre apenas disse que tinha a responsabilidade de acertar com uma empresa que valorizasse a camisa alviverde, algo que ele não encontrou durante sua primeira gestão, entre 2013 e 2014.
Este lado (do chapéu) é um lado do torcedor, desde que não tenha violência é uma brincadeira até sadia entre torcedores. Eu encaro que a Crefisa quis entrar no futebol, avaliou alguns projetos, e optou pelo projeto do Palmeiras - afirmou.
- Fomos criticados por não termos aceitado algumas propostas nos últimos dois anos, mas optamos por não desvalorizar a camisa do Palmeiras. A melhor oferta que recebemos no último biênio não chega a um terço do que vamos receber da Crefisa. Ontem fiz dois anos de gestão, e este foi um presente maravilhoso. Durante este período investimos no sócio-torcedor, que hoje é uma fonte de receita quase de um master. Hoje posso dizer que temos a Crefisa, o melhor patrocínio da história da Sociedade Esportiva Palmeiras, e temos um Avanti que corresponde a um segundo master - encerrou Paulo Nobre.

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