quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Novo Governo Reduz gratificaçôes dos servidores


Os servidores públicos estaduais que já comemoram a possibilidade de receberem seus vencimentos dentro mês, pois o governador Flávio Dino (PCdoB) voltou atrás e resolveu descumprir o calendário que ele próprio criou, que previa o pagamento somente no terceiro dia do mês subsequente, ainda terão muito do que reclamar depois de receberem seus contracheques, pois, com os cortes das gratificações, os salários estarão bem reduzidos. Nesta quarta-feira (28), o secretário chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares, recebeu diversas comissões do funcionalismo para tratar da questão, mas foi intransigente, afirmando que se tratava de uma determinação do governador, porém prometeu abrir um debate mais amplo sobre a questão, depois de ser informado que alguns escolhidos para secretários adjuntos ou mesmo diretor de autarquias já ameaçam deixar os cargos diante de salários tão irrisórios.
Para que se tenha idéia, um dos mais altos salários do Estado tem o símbolo "Isolado", que é para secretário-adjunto, diretor de órgãos como Junta Comercial, Aged, Agerp, Imesc, Procon etc, e o seu valor é de apenas R$ 2,9 mil, mas com as gratificações (hora extra especial, serviços extraordinários e gratificação técnica e científica) que vinham sendo pagas até dezembro de 2014, esse vencimento ia para perto de R$ 9 mil. Há casos de pessoas que chefiam setores que receberam em dezembro cerca de R$ 9 mil e podem receber agora em janeiro apenas R$ 900 porque não possuem curso superior e se tivessem uma graduação ainda assim iriam ter vencimento de apenas R$ 1,3 mil.
A reclamação é feita também até no primeiro escalão, pois com o corte do jetom a que tinham direito os secretários por participarem do Conselho de Administração, seus salários que iam para próximo de R$ 18 mil, com a extinção desse colegiado e o corte do extra, o vencimento baixou para pouco mais de R$ 10 mil, ou seja, um valor que não compensa para quem deixou suas empresas, escritórios de advocacia ou mesmo outro emprego na esfera privada para cuidar de assuntos do Estado. O Sindicato dos Servidores Públicos deve se manifestar sobre esse quadro ainda esta semana, pois muitos funcionários não terão como honrar seus compromissos com tão baixa remuneração.
Veja como ficam alguns salários dos servidores públicos sem as gratificações: Isolado, R$ 2.900; DGA, R$ 1.860; DAM1, R$ 1.488; DAM2, R$ 1.191; DAM3, R$ 952; DAS1, R$ 762; DA2, R$ 609; DAS3, R$ 487; e DAS1, R$ 127. Como o Governo não pode pagar menos do que o salário mínimo, haverá complementação até atingir o piso salarial adotado no País para quem estiver nesta situação.

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