quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Partidos começam a articular eleição municipal 2015



Willian Marinho


Está muito distante!daqui até la, como diziam os politicos de ontem, “ainda vai passar muita água por debaixo da ponte”. Mas, o certo é que as eleições municipais do próximo ano já está sendo trabalhada por alguns partidos e políticos em Imperatriz, independentemente de promessas de acordos feitos na disputa estadual do ano passado quando vários líderes partidários se uniram em torno da campanha ao Governo do Estado pelo governador eleito. No jogo de xadrez em que está sendo tabulado as peças, ainda há indefinições sobre nomes da oposição, hoje sem lider estadual e os partidos juntando os cacos do que sobrou da derrota do candidato do PMDB, Lobão Filho e a situação puxada pelos partidos que gravitaram em torno de Flávio Dino.
Hoje, estão dentro do tabuleiro da sucessão municipal pela situação, Rosangela Curado(PDT), que não tem a simpatia dos partidos que compõem o grupo e do próprio atual prefeito Madeira(PSDB), que torce o nariz para a odontóloga. Por outro lado, PT, PSB, PPS e o próprio PSDB assim como o partido do governador, PC do B ainda não tem um nome com cacife eleitoral superior ao do PDT.
Como restam ainda dois anos e as águas de março ainda não chegaram o que significa que ainda teremos muita água passando por baixo da ponte, começam a trabalhar outras opções, como o secretário de Infraestrutura Clayton Noleto apontado como salvador da pátria da cidade e que e da confiança do governador, tem ainda o sempre candidato Luiz Carlos Porto e querendo uma pontinha neste jogo, o vereador Hamilton Miranda, recém desembarcado da cadeira de presidente do Legislativo de onde saiu chamuscado.
No momento, pesquisas internas aponta como consolidada apenas Rosangela e com enorme diferença para estes e outros nomes. No entanto,é bom ressaltar que eleição sem grupo e sem dinheiro é perigosa e sem previsão de vitória. E no momento, a presidente do diretório municipal doPDT não tem ainda um grupo consistente e vai precisar e muito, até para fomentar sua campanha.Alguns dizem que o tempo é curto para fazer um candidato,pode ser, no entanto, um nome com estrutura do estado e do município, certamente terá todas as condições de crescer e se viabilizar. São dois grandes eleitores a seu favor, o governador Flávio Dino que ainda estará em lua-de-mel com a população e o prefeito Madeira que apesar do desgaste dos seis anos de gestão ainda terá força eleitoral na campanha.
Por outro lado, a oposição que ainda está sem comando no estado e portanto não terá forças para influenciar na campanha de nenhum nome, busca juntar os cacos para enfrentar a situação. Tarefa dificil,principalmente levando em conta que as opções são neste momento poucas,aliás rarissimas.
O ex-prefeito Ildon Marques que anunciou disposição de concorrer novamente, saiu enfraquecido eleitoralmente do ultimo pleito. Teve uma votação muito aquém do previsto, até mesmo pelos seus mais próximos. E não agregou lideranças ao seu lado o que obrigará a iniciar conversações e formar um novo grupo político, coisa que ele não gosta de fazer, ou seja, como ele mesmo diz, “ralar a barriga na mesa”. O velho chavão de meu grupo é a “minha bota”, já não empolga, vai precisar sim, atrair presidentes dos outros partidos aliados e outros políticos. Mas ainda é o principal nome da oposição.
Na semana passada a vereadora Fátima Avelino(PMDB), que está em seu quinto mandato, anunciou que pretende reunir ainda este mês o seu partido para discutir o projeto da sigla lançar um nome para disputar sucessão do prefeito Madeira. Ela própria se colocará a disposição dos peemidebistas para esta missão. Fátima está certa em fomentar o seu partido, afinal, apontado como um dos maiores diretorio da cidade, o PMDB precisa voltar a ocupar espaço na política local e não apenas ficar como coadjuvante no processo. O próprio presidente Antonio Leite sabe que terá de assumir posição neste jogo, o acordo feito com o PSDB naufragou já faz tempo, o prefeito não respeitou o que foi acertado e a única secretaria da administração municipal hoje é ocupada por quem o PMDB pediu a demissão e agora não tem assento no quadro de secretários.
O ainda deputado federal Davi Jr, é uma ignonita,uma hora diz que será candidata em Imperatriz, outra hora em outro município. Pode até ser um bom cabo eleitoral de uma candidatura, contudo, ele mesmo como candidato, não terá forças para brigar pela prefeitura.
Como se observa, a situação tem mais opções do que a oposição o que é natural. Os grupos e partidos situacionistas terão como missão inicial resolver internamente quem será o candidato. Já a oposição restará um nome que agrega todas as siglas, como PMN, PV, PTB, PSL, PMDB, DEM. Se fizer isso, entrará no jogo pra valer,caso contrário e dividida, as chances estarão menores.
Como ainda tem muita água para passar por baixo da ponte,resta esperar que não seja vendavais ou tempestades.

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