quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

CAOS NA SAÚDE DO ESTADO


Por Ricardo Murad

Flávio Dino, em mais uma de suas atitudes irresponsáveis, manda dar um calote em todos os médicos, funcionários, fornecedores e prestadores de serviços da rede de saúde do Estado, determinando, de forma unilateral, a redução de 15% do valor a que eles têm direito sobre serviços já prestados.
Portaria nesse sentido, datada de 06/02/2015 já está em vigor.
Serviços prestados, com atestado de execução efetuado por funcionários do novo governo, não podem sofrer retenção alguma.
A portaria é um primor de ilegalidades, afirmações e disposições ilegais e sem nexo algum, um emaranhado de normas sem fundamento, misturando alhos com bugalhos, para atingir pessoas, empresas, profissionais de saúde que legitimamente e legalmente prestaram serviços nos hospitais estaduais.
Se as coisas continuarem nesse ritmo haverá um colapso na saúde e um Maranhão 'sem atendimento médico para sua população.'
O primeiro passo para o setor sair dessa crise é fazer surgir alguma luz no fim do túnel que dê confiança aos médicos, profissionais de saúde, fornecedores e prestadores de serviços, e para isso é preciso o governo reconhecer os erros cometidos.
Para recuperar os estragos também será necessário abandonar o populismo, as nomeações e indicações de pessoas desqualificadas e retirar a política da administração dos hospitais proibindo intervenções de pessoas que nada entendem do assunto para restaurar a estabilidade e a segurança jurídica perdida nesse mês e meio de governo.
Transtornado, movido pela emoção, Flávio Dino, com uma raiva incontida com todos os que de alguma forma participaram da nossa gestão na SES, promove os maiores desatinos e está levando o sistema ao colapso.
Independentemente das nossas divergências, a equipe técnica que trabalhou no Programa Saúde é Vida, o maior projeto de saúde pública do Brasil, composta de profissionais altamente capacitados, não poderia ter sido dispensada da forma como foi.
O resultado não poderia ser outro.

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