sexta-feira, 15 de maio de 2015

Construção Civil termina 1º trimestre em queda no Maranhão, revela FIEMA
Pesquisa aponta elevada carga tributária como um dos maiores problemas enfrentados pelos empresários do setor
A Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) divulgou esta semana a Sondagem da Construção Civil do Maranhão referente ao primeiro trimestre de 2015, que sinalizou nova queda no nível de atividade da indústria do setor, ficando em 30,5 pontos e permanecendo abaixo dos 50 pontos. O estudo da entidade pesquisou empresários de construtoras de edifícios, empresas de serviços e de obras de infraestrutura no período de 1º a 15 de abril.
Segundo a Sondagem, a tendência de redução no nível de atividade permanece, apesar de um grande aumento no índice das indústrias de pequeno porte, de 22,2 para 31,3 pontos. Já as médias e grandes empresas marcaram 30,4 pontos.
Os índices do Nordeste e do Brasil mantiveram-se abaixo dos 50 pontos, porém houve um pequeno aumento na atividade com relação ao mês anterior, assinalando, respectivamente, 38,9 e 37,9 pontos. Com relação ao número de empregados, o indicador demonstrou uma pequena redução, ocasionada devido à forte queda no índice das pequenas empresas, que fecharam em 31,3 pontos, e a uma leve queda no índice das médias e grandes empresas, que fecharam em 29,5 pontos.
De acordo com a pesquisa, a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) no Maranhão diminuiu em relação ao mês de fevereiro, assinalando 49%, não obstante ao índice nordestino que obteve um leve aumento, fechando em 61%. O índice brasileiro se manteve constante em 60%. O índice referente aos novos empreendimentos caiu para 37,7 pontos. Já o que se relaciona ao número de empregados marcou 38,2 pontos. Esses indicadores, no geral, confirmam o cenário pessimista para os próximos seis meses no setor da construção civil.
No que se refere à margem de lucro operacional do estado no trimestre, houve uma queda de 12,8 pontos em relação ao mesmo período de 2014, fechando em 32,0 pontos e caracterizando uma enorme queda no lucro das empresas no começo do ano. Já o indicador brasileiro oscilou negativamente, alcançando 34,7 pontos.
Também foi apontada na pesquisa que a situação financeira do Maranhão está abaixo da linha divisória, marcando 30,7 pontos. O índice brasileiro também se caracterizou como situação financeira ruim, ao marcar 38,3 pontos. O indicador nordestino seguiu a tendência do Maranhão e do Brasil, atingiu 39,1 pontos, ficando com uma situação financeira indesejável.
CARGA TRIBUTÁRIA – Entre os maiores problemas enfrentados pelos empresários da construção civil no primeiro trimestre de 2015, está a elevada carga tributária que continua como a mais citada, assinalando 53,6%. Outros problemas que foram muito citados foram a inadimplência dos clientes (32,1%), taxa de juros elevada (39,3%) e a falta de capital de giro (39,3%). No âmbito regional (Nordeste), o problema mais lembrado também foi a elevada carga tributária, que atingiu 41,8%.
A Sondagem da Construção Civil do Maranhão é elaborada mensalmente pela FIEMA em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).(Assessoria Fiema)

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