quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Agropecuária supera obstáculos e segue liderando a economia brasileira em 2016



O setor agropecuário liderou a economia brasileira em 2016 ao superar dificuldades conjunturais e a crise política. Aumentou de 21,5% para 23% sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) e, hoje, representa 48% das exportações totais do país.

A agricultura e a pecuária não estão imunes à crise, mas geraram 50 mil novas vagas nos primeiros dez meses do ano, enquanto os demais setores da economia cortaram 792 mil postos de trabalho.

Números da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) indicam que o PIB do agronegócio terá crescimento ao final de 2016 de 2,5% a 3%, um resultado expressivo devido à recessão econômica enfrentada pelo país desde o ano passado. A instabilidade climática, dependendo da região de plantio, terá menos influência na produção de grãos em 2017.

Na avaliação da CNA, a agropecuária deverá continuar crescendo em 2017, liderando o início da retomada econômica do país. Grandes desafios, contudo, ainda terão de ser superados. Uma questão estratégica para o setor é a elaboração da lei agrícola plurianual, em contrapartida ao modelo em vigor, de programas anuais. Com planejamento de longo prazo, a agropecuária brasileira terá melhor desempenho e a classe média rural será fortalecida.

Comércio exterior – As vendas externas do agronegócio têm garantido seguidos superávits da balança comercial brasileira. Em 2016, os produtos do agronegócio deverão garantir saldo comercial significativo ao país: US$ 72,5 bilhões.

Tem sido decisiva a participação dos produtos do agronegócio nas exportações brasileiras. De janeiro a novembro deste ano, os 15 principais produtos do agronegócio representaram 38% do total das vendas externas do país.

Para 2017, a expectativa é de continuidade no crescimento do volume de exportações, com abertura de novos destinos para os produtos agropecuários e agroindustriais.

O mercado global de commodities seguirá marcado pela cautela relacionada à variação cambial e às incertezas políticas mundiais. A combinação desses fatores poderá influenciar a dinâmica e o fluxo do comércio global, criando desafios e oportunidades para o produtor rural brasileiro. Nesse cenário, o Brasil tem alguns caminhos a seguir, como:
Construir uma ampla rede de acordos preferenciais de comércio, que garantam a abertura novos mercados e manutenção daqueles já consolidados; Atrair investimentos, especialmente voltadas aos elos da cadeia produtiva da agropecuária que possam agregar valor aos produtos exportados; Promover a qualidade do modelo produtivo brasileiro e os requisitos de sustentabilidade cumpridos pelo setor, com objetivo de suprir a demanda de uma sociedade cada vez mais exigente e consciente dos desafios ambientais do planeta.

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