quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Creas apresenta balanço dos atendimentos de 2016


Houve queda nos casos de violência contra a criança e o adolescente
Já em pleno funcionamento desde o início de janeiro, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) responsável pela oferta de orientação e apoio especializados e continuados a indivíduos e famílias com seus direitos violados, divulgou balanço dos atendimentos realizados em 2016.
Com atendimento direcionado a criança, adolescente, idoso e pessoa com deficiência, do município de Imperatriz, o Creas, no ano passado, registrou 217 casos de violência contra a criança e o adolescente, 119 casos de violência contra o idoso, 17 de violência contra a pessoa com deficiência e 31 de medidas socioeducativas.
Comparando esses índices aos dos últimos dois anos, houve uma queda considerável nos casos de violência contra a criança e o adolescente. O que segundo a coordenadora do Creas, Jucilene Reis, é uma grande avanço. “Houve uma queda em relação aos casos de violência contra a criança, já tivemos números alarmantes. Só em 2014, foram 371. Então melhorou nesse aspecto”, disse.
Em relação aos casos de violência contra o idoso e pessoa com deficiência, ocorreu o inverso, aumentou as denúncias. Em 2015, para idosos foram 95 atendimentos e 17 para a pessoa com deficiência. Esses dados implicam dizer que houve mais conscientização social em não deixar o crime impune e realizar o primeiro passo: a denúncia.
“Cada ano tem havido aumento dos casos, mas também temos realizado toda uma sensibilização à sociedade civil para que continue denunciando, porque a partir da denúncia é que nós vamos tentar garantir, de fato, a integridade dessas pessoas”, explicou a coordenadora.
O balanço também esclareceu o perfil do agressor. Nos casos de violência contra a criança e o adolescente, a figura paterna é predominante, seja o pai biológico, o padrasto ou o avô. Na violência ao idoso se apresenta a figura do neto como principal agressor. Já na ocorrência da pessoa com deficiência o agressor é algum parente do convívio familiar. As localidades com maior incidência de casos de violência foram dos bairros: bacuri, Vila Nova, Grande Santa Rita e Parque Alvorada I e II.
Rede de Proteção – Desde a implantação da Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA), o sistema de proteção dos direitos da criança e do adolescente está completa. É formada pelos Conselhos Tutelares, Vara da Infância, Ministério Público, DPCA e Creas. As denúncias que chegam no Creas são tratadas pela equipe multidisciplinar, formada por Psicólogo, Assistente Social e Pedagogo, que dará um atendimento sistemático com atividades lúdicas, visitas domiciliares, acompanhamentos e relatórios. Dependendo de cada caso, o atendimento tem prazo de até 6 meses.
Medidas Socioeducativas – Em 2016, o Creas recebeu 31 adolescentes de 12 a 18 anos que praticaram atos infracionais. Por determinação judicial são encaminhados ao programa social para cumprimento de medidas em meio aberto: liberdade assistida e prestação de serviço à comunidade. Lá, recebem atendimento psicológico, social, pedagógico, inserção em programas sociais, atividades físicas e cursos profissionalizantes. Esses adolescentes também fazem prestação de serviço em algumas instituições parceiras, com duração de seis meses. A atuação é conforme aptidão de cada um.

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