segunda-feira, 24 de abril de 2017

Lei da Terceirização: como se prevenir financeiramente


A proximidade do Dia do Trabalho (1º de maio) e a perda de 63,6 mil vagas de emprego com carteira assinada em março deste ano, de acordo com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), levantam a discussão sobre a Lei da Terceirização. 

Com ela, muitos trabalhadores brasileiros poderão passar a exercer a sua profissão como profissionais liberais. De acordo o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, é importante saber como se prevenir financeiramente, especialmente em relação a perda de benefícios.
“De que adianta ter vantagens, como uma renda maior, conseguir fazer seu próprio horário e ter poder de decisão e liberdade, além de não sofrer os impactos diretos do desemprego por não depender das vagas disponíveis no mercado, se o profissional não tiver educação financeira para controlar a renda variável?”, questiona Domingos.
A lei foi sancionada parcialmente e com a regulamentação os empregadores poderão contratar trabalhadores terceirizados para exercerem cargos nas atividades-fim (que são essenciais para o funcionamento da empresa, como professores em escolas, médicos em hospitais, etc.). Antes, era permitido terceirizar apenas as atividades-meio (como limpeza, vigilância e contabilidade, por exemplo). 

Confira 6 orientações para profissionais liberais:

1- Proteção à renda

Na ausência de contribuição para o FGTS e acesso a seguros de vida e invalidez, é imprescindível ter uma reserva financeira para imprevistos que o impossibilitem de trabalhar – infelizmente, ninguém está livre disso – e outra específica para a aposentadoria sustentável, para que possa deixar de trabalhar mantendo o padrão de vida desejado;

2- Renda variável

Como a quantia de dinheiro recebida pode ser muito boa em alguns meses – melhor do que de um colaborador fixo de uma empresa – e em outros meses ser bem menor, é crucial saber administrar as finanças, acompanhando os ganhos e sabendo para onde está indo cada centavo do seu dinheiro, poupando sempre para os sonhos e preservando a reserva para imprevistos; 

3- Plano de saúde

Neste cenário, a responsabilidade de manter um plano de saúde (pessoal ou familiar) dependerá exclusivamente do profissional. A vantagem de ter um plano de saúde empresarial é que os preços costumam ser mais acessíveis do que se o pacote for contratado de forma independente. Portanto, é importante fazer pesquisas e considerar a possibilidade de contratar planos para casais ou famílias, que costumam sair mais em conta; 

4- Alimentação e transporte

Já que não terá vale refeição ou vale transporte, é importante estimar o valor médio a ser gasto diariamente, evitando ultrapassar a quantia estimada semanal ou mensalmente. Estas despesas costumam gerar descontrole mesmo para profissionais que recebem benefícios, logo é importante ter um bom controle de gastos; 

5- Investimento na carreira

Para o profissional liberal, é muito importante traçar os objetivos que deseja alcançar em sua carreira. É preciso criar uma poupança apenas para o aperfeiçoamento profissional, incluindo, também, o necessário investimento periódico em materiais utilizados no trabalho. Portanto, procure saber os preços das ferramentas/meios que você precisa para desenvolver o seu trabalho. 

Reinaldo Domingos é doutor em educação financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira e autor do best-seller Terapia Financeira, do lançamentoDiário dos Sonhos e da primeira Coleção Didática de Educação Financeira do Brasil.

Fonte: DSOP Educação Financeira


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