quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Energia pode ficar ainda mais cara e população precisa reagir, alerta Sindicato




Durante audiência pública realizada em Imperatriz sobre o aumento dos preços
da Companhia Energética do Maranhão (CEMAR), o Sindicato dos Urbanitários (STIU)
apresentou dados alarmantes sobre o setor energético e a possibilidade de os
consumidores sofrerem com um aumento ainda mais expressivo na conta de energia,
caso ocorra a privatização da Eletrobrás.
O diretor jurídico do Sindicato, Wellington Diniz, destaca que “aumentos
exorbitantes no valor da energia elétrica privam as pessoas de terem uma vida digna,
especialmente aquelas de baixa renda, indígenas e quilombolas. Os altos preços
adotados pela Cemar, inclusive, descumprem um dos pilares que sustentam a
legislação do setor enérgico, que é uma tarifa por preços acessíveis”.
A crítica girou em torno de uma informação fornecida pela própria CEMAR,
quando afirma que um dos valores da empresa é a “obstinação pelo lucro” e tem como
missão ser a “empresa mais rentável” do país. No entanto, como explica Araújo,
energia não deve ser tratada como mercadoria, pois é um bem comum.
Em meio a denúncias de aumento abusivo nas contas de energia no município,
destacam-se casos como o da senhora Terezinha de Jesus, que mora sozinha e trabalha
fora durante o dia e a tarde, retornando à residência apenas às 18h. O valor da conta
de Terezinha saltou de R$ 274,90 para R$ 512,68 em apenas um mês, o que segundo
ela, “é um absurdo e precisa de uma explicação”.
Para colaborar em casos como esse, o Sindicato informa que será encaminhada
uma relação de propostas aos vereadores de Imperatriz, como a aferição de medidores
analógicos com acompanhamento de perito independente e a transparência da
medição por média de consumo, entre outras. O diretor jurídico, que reside em São
Luís, também se comprometeu a participar de reuniões da Comissão de vereadores
que encaminharão a temática.
Diniz explica que propostas do governo Temer podem aumentar ainda mais o
preço da energia. Uma delas é a alteração do marco regulatório do setor energético,
que exige preços acessíveis, mas com as alterações, poderá sofrer um aumento até
cinco vezes maior. E ainda, a privatização da Eletrobrás. Inclusive, um dos interessados
na compra da Eletrobrás é o grupo Equatorial, o mesmo que detém a CEMAR.
“A privatização das estatais prevê a energia como uma mercadoria, ou seja, não
deverá necessariamente adotar um preço acessível a toda a população e programas
como o Luz para Todos chegará ao fim. Precisamos sair das redes sociais e estar
presente fisicamente na busca por uma melhor qualidade de vida”, alerta

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