segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

“Farmácia” do Ambrósio foi capitulada pela gestão passada


Documento que determinou a mudança da
nomenclatura é do dia 10 de maio de 2016

Setores da imprensa e da militância nas redes sociais que se ocupam em críticas à administração de Assis Ramos à frente da Prefeitura de Imperatriz, erraram feio ao atribuir à atual gestão uma agressão a um dos bens culturais da cidade. Para esses, teria sido em 2017 o ato administrativo determinando a retirada da nomenclatura de “farmácia” do nome de fantasia de um tradicional reduto da boemia local.

Trata-se da “Farmácia” do Ambrósio, da Rua Delta, 20, fundos da Associação Médica, nas proximidades do Estádio Frei Epifânio. Com 32 anos de existência e mais de 400 tipos de cachaças “temperadas”, às quais se atribuem poderes terapêuticos, o estabelecimento foi abordado pela Vigilância Sanitária da então gestão de Sebastião Madeira, no dia 10 de maio do ano passado, data em que foi notificada a mudar de “farmácia” para “bar” o nome da fachada e de todos os rótulos das bebidas.

Na falta de outro assunto, nos últimos dias, programas de TV e blogueiros sabidamente posicionados politicamente, “descobriram” a mudança do nome que já se dera há um ano e meio. Uma repórter da repetidora da Band chegou a afirmar que “o decreto do atual prefeito foi baixado há dois meses”.

Um assessor do setor jurídico da Câmara Municipal incendiou o debate, tachando de “imbecil” o secretário (ele não disse de qual gestão) que determinou a mudança, sustentando, ainda que, o tal “não sabe procurar o que fazer em uma cidade cheia de problemas”, trazendo para o presente momento o ato administrativo de maio de 2016.

A Assessoria de Comunicação da Prefeitura informa que a publicação dos documentos oficiais, sobre o corrido, “por si só, respondem à polêmica” e que não é de interesse da atual gestão esticar o assunto com “respostas a quem não tem compromisso com a verdade dos fatos”.

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