sábado, 30 de dezembro de 2017

Márlon Reis, idealizador da Lei da Ficha Limpa, deseja governar o estado do Tocantins

Justiça em Foco / por Carla Castro 
BRASÍLIA - Após quase 20 anos de atuação no cargo de juiz no estado do Maranhão, o jurista Márlon Reis (48), resolveu abdicar da função para atuar no ativismo político em prol de melhorias para a terra natal, o estado do Tocantins, e já declarou que é pré-candidato ao governo do estado, com o objetivo de “construir um estado tocantinense melhor”.
Nascido do município de Pedro Afonso, localizado na região centro-norte do Tocantins, o renomado jurista é filho de dona de casa e também de bancário. Devido a profissão do pai, teve que mudar de cidade diversas vezes, conhecendo grande parte da terra natal. 
O jurista terminou o curso de Direito na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em 1993. Quatro anos mais tarde passou entre as melhores colocações em concurso público para se tornar juiz de direto no Maranhão. Trabalhou em diversos municípios maranhenses, como: Riachão, Olho d’Água das Cunhãs, Alto Parnaíba, Itapecuru-Mirim, João Lisboa, dentre outros. Mesmo com vasta atuação jurídica e forte presença no Maranhão, com atuação por duas décadas, mas sempre esteve presente em Tocantins.  
Nesse mesmo período de atuação jurídica Márlon Reis se especializou, com a titulação de Doutor em Sociologia Jurídica e Instituições Políticas pela Universidade de Zaragoza (Espanha). No ano de 2016 abandonou o cargo de juiz para obter atuação destacada em Direito Eleitoral na função de advogado em tribunais superiores.
Trajetória política de Márlon Reis
Márlon Reis filiou-se ao partido Rede Sustentabilidade em abril de 2016, e decidiu atuar na área jurídica do partido, além de abrir um escritório de advocacia especializado em Direito Eleitoral. Em articulação política para o fortalecimento da Rede no estado do Tocantins, decidiu percorrer todo o estado em busca de diálogo com toda a população.
No dia 24 de novembro, em Palmas (TO), através do programa “Diálogos pelo Tocantins”, que contou com a presença de representantes de vários segmentos da sociedade civil como produtores rurais, trabalhadores, membros de comunidades indígenas, quilombolas, dentre outras lideranças públicas, o partido Rede consolidou o lançamento da candidatura de Márlon Reis a pré-candidatura ao governo do Estado do Tocantins.

O pré-candidato vem conversando com a sociedade sobre os problemas relacionados às políticas públicas e se sente animado e bem aceito com as propostas em prol de melhorias em Tocantins. Ele afirma que se sente bem apoiado pela população tocantinense em pleitear o cargo. Para o pré-candidato, é necessário trabalhar, lado a lado, com o povo. “A Experiência da Lei da Ficha Limpa mostrou que só vingou porque começou de baixo. Não vamos fazer política de cima para baixo. Vamos fazer política olhando para o lado e dizendo: ‘faça parte desse movimento, participe ativamente’”, declarou Márlon Reis. 
 
A presidente nacional do Rede Sustentabilidade, Marina Silva, aproveitou para falar dos trabalhos realizados pelo pré-candidato ao governo do Tocantins. “É um orgulho ter Márlon como membro da Rede por sua história e seus compromissos com o povo brasileiro e especialmente com o povo de Tocantins”, ressaltou a presidenciável. 
Atuações jurídicas de Márlon Reis
Dentre os trabalhos realizados, o jurista foi um dos idealizadores da Lei da Ficha Limpa, (Lei Complementar Nº 135/2010). Esta norma, elaborada a partir da iniciativa popular e com adesão maior que 1,5 milhão de assinaturas, já impediu mais de mil candidatos assumirem funções públicas a partir de condenações em tribunais eleitorais. 
Em combate à corrupção, no ano de 2002 o jurista criou o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que reúne atualmente mais de 60 entidades e organizações sociais de todo o Brasil. Márlon Reis já foi agraciado também com o prêmio Innovare – O Judiciário do Século XXI, concedido pela Fundação Getúlio Vargas juntamente com o Ministério da Justiça e a Associação dos Magistrados Brasileiros, considerado o principal prêmio da magistratura brasileira.
Em 2008, auxiliou trabalhos da presidência do Tribunal Superior Eleitoral e na ocasião produziu a chamada “Campanha Eleições Limpas”, com mais de 1.500 audiências públicas em todo o Brasil. No ano seguinte, foi eleito pela Revista Época como um dos 100 brasileiros mais influentes. 
Nas eleições municipais de 2012, o jurista foi o primeiro a obrigar que os candidatos publicassem de maneira antecipada os nomes dos doadores de suas campanhas. Tal medida foi adotada mais tarde pela ministra Cármem Lúcia, que à época presidia a suprema corte eleitoral. A medida contribuía para o eleitor se informar durante as campanhas eleitorais sobre quais eram os financiadores das campanhas dos seus candidatos.

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