sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Caso PAC II X Caema:


O ROTEIRO DE UMA POLITIZAÇÃO INCONSEQUENTE 


Pac II foi licitado no período do prefeito Sebastião Madeira 

Depois, o próprio Madeira e a CEF descobriram falhas no projeto 

O então prefeito Madeira contratou a empresa Pavicol para fazer as correções do projeto licitado.  

Em janeiro do ano passado, Assis já prefeito, a CEF exigiu que esse projeto refeito pela Pavicol fosse enviado à Caema, para que a mesma o aprovasse. E assim foi feito.  

Nisso, técnicos da Sinfra descobrem que a Pavicol deixou “furos” incorrigíveis no projeto refeito, e passou a solicitar à Caema o projeto de que ela dispõe desde 2014. 

Caema nunca quis entregar os projetos corretos, mas em setembro de 2017, estranhamente, emitiu documento dizendo que o projeto da Pavicol estava perfeito, dentro das conformidades.  

Conclui-se que a Caema sequer abriu o projeto, mas deu a ANUÊNCIA, que está documentada na CEF. 

Como se vê na série de cópias de ofícios protocolados, a Prefeitura, pediu reiteradas vezes o projeto à Caemadesde o começo de 2017. 
Há 26 dias, Rafael Heringer, representante da Caema, disse (e está gravado) que não sabia nem em que pé estava a coisa”, mas agora afirma que há 3 meses vem tentando explicar essa mesma coisa ao prefeito  - FALTOU COM A VERDADE 

Desesperado, Max Andrade, gestor municipal de convênios, pede, até “pelo amor de Deus”, sete vezes. Rafael Heringer não dá nem resposta. 

Acompanhe: 
Sexta-feira, 29 de dezembro de 2017 
  • 10h48’- Max tecla para Rafael Heringer: “Rafael, bom dia 
Rafael não responde 
  • 10h49’ – Max tecla para o mesmo Rafael Heringer: “Preciso falar URGENTE com você. É Max Imperatriz”. 
Rafael Heringer não responde 
  • 11h19’- Max, em tom de desespero, envia mensagem de áudio para Rafael Heringer: “Rafael, meu irmão, tudo bem? Como é que tá a luta por aí? Cara, pelo amor de Deus, me ajuda aí. É inadmissível isso que está acontecendo. Pelo amor de Deus, a prefeitura está praticamente clamando, se humilhando pra Caema, para que a Caema faça a cessão de um projeto pronto, um projeto de esgotamento sanitário (...) Esses projetos foram financiados com recursos do Ministério das Cidades. Esses recursos foram disponibilizados pra Caema (em 2013), a Caema licitou, a empresa executou e ela (a Caema) tem o projeto pronto. Eu estou nas tratativas há mais de dois meses, já vai fazer três meses com essas tratativas com a Caema. Não sei mais o que fazer. Já tentei sensibilizar todo mundo e a todos. Gente, a companhia (Caema) tem um contrato de programa firmado com o município. É uma concessão, com metas e prazos a serem cumpridos (...) e ficamos nesse remanso, sem resolutividade. Em ligo pra diretoria de engenharia, pra presidência, pra diretoria de operações, tentando falar com todo mundo e com todos. “Não, é daqui a pouco”, “depois”, “Num sei”, Num vi”... Gente, é a cidade, Rafael. Num é política. É a cidade, é uma intervenção de estado. Pelo amor de Deus, eu num  vendo política, por quê que tá acontecendo isso? Gente, é inadmissível! Imperatriz não merce esse tratamento do governo. Não merece esse tratamento da Caema, devido à situação precária em que a cidade se encontra. A expansão precária da rede de esgoto. Gente, pelo amor de Deus, em tempos de escassez de recursos, a Caema menospreza (...) milhões!!! É um contrato que pode se perder por conta de uma falta de sensibilidade política. Pelo amor de Deus, senhores, a cidade é maior, Imperatriz é maior. A intervenção (obra do PAC II) que vai beneficiar a vida da população é maior que tudo. Pelo amor de Deus, é inadmissível isso. Gente, não sei mais o que fazer... Não sei mais o que fazer, não sei mais o que falar, não sei mais que expediente enviar e pra quem. Pelo amor de Deus, atendam o pleito do município, cedam o projeto, só parte desse projeto... Sensibilidade, senhores!!!” 

  • 11:28’- Rafael Heringer tecla para Max: “Ok.” 
  • 11:29’- Rafael Heringer volta a teclar para Max: “Não sei em que pé está isso”. 

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