terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Rocha vira alvo da situação e oposição por contrapor dicotomia Sarney x antisarney


Rocha vira alvo da situação e oposição por contrapor dicotomia Sarney x antisarney
A pouco menos de oito meses meses para o pleito de outubro próximo, o senador Roberto Rocha (PSDB-MA) virou o principal alvo de ataques disparados tanto por membros da base de sustentação ao governo Flávio Dino quanto por de grupos políticos de oposição a gestão comunista.
O motivo: o tucano é o único dos postulantes ao Palácio dos Leões a contrapor a eterna dicotomia Sarney x antisarney, e por isso único capaz de materializar a terceira via nas eleições de 2018.
Desde que foi traído pelo governador do Maranhão, quando teve tomada a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais, Rocha tem se tornado não somente uma ameaça, mas uma dupla ameaça à hegemonia política de décadas, que sequestrou mentalidade da classe política e da própria população, de que no Maranhão todo agente público ou faz parte da oligarquia ou faz parte da oposição apenas ao clã maranhense.
Como, apesar dos ataques, o tucano não entrou no jogo de discutir a política pela política, e segue com sua plataforma eleitoral que insere na agenda política do Maranhão a questão das potencialidades econômicas do estado, com obras estruturantes, proteção e revitalização dos rios, e geração de emprego e renda, a expectativa, portanto, é que a medida que a eleição se aproxime, novos petardos sejam disparados contra ele.
Em vez de derrubá-lo, porém, os disparos podem se estilhaçar antes de alcançá-lo ou fazer ricochete.
Segundo revelou o mais recente estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a famigerada dicotomia não resolveu o problema da extrema pobreza no Maranhão, que chegou a aumentar nos anos de 2015 e 2017. Já segundo o levantamento mais recente da Confederal Nacional de Transporte (CNT), mais da metade das estradas do Maranhão continuam classificadas como ruins ou péssimas.
Pré-candidato aos Leões por um partido que tem um dos maiores tempos na propaganda eleitoral e que pode ganhar a Presidência da República em 2018, Roberto Rocha pode usar de seu tirocínio político e de sua especialidade em dados, números e estatísticas para, por meio de estudos como o do IBGE e do CNT, e da ligação umbilical como o futuro chefe do País, se tornar o eixo da resistência crescente a Flávio Dino e ao mesmo tempo atrair as forças do eleitorado maranhenses que não deseja mais a volta de Roseana Sarney.

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