domingo, 4 de março de 2018

Cercado de sarneístas, governador Flávio Dino lamenta rompimento de Zé de Reinaldo e insinua que deputado que o lançou na política está a serviço do Grupo Sarney

Por Aquilis Emir

Flávio Dino com os sarneístas Gastão Vieira (E), Ildon Marques (C) e André
Fufuca (D) diz que Zé Reinaldo está a serviço do Grupo Sarney
Numa declaração a jornalistas que cobriam sua visita a Imperatriz nesta sexta-feira (02), o governador Flávio Dino (PCdoB) frustrou a expectativa dos que ainda apostavam no seu reatamento político com o deputado e ex-governador José Reinaldo Tavares (sem partido).

Indagado sobre o rompimento, insinuou que o ex-aliado está optando por um modelo que já foi derrotado nas urnas, isto é o sarneísmo.

Numa clara demonstração de que considera o seu governo um modelo de perfeição e todos aqueles que discordam do seu governo e do seu modo de pensar são na verdade um sarneísta, ele declarou: "Lamento, claro… aqueles que optam por outra forma de governar, por outro governo, estão optando na verdade por aquilo que foi derrotado nas urnas, que é o modelo do passado”, insinuou numa referência à eleição de 2014 quando derrotou Lobão Filho, que era o candidato do Palácio dos Leões de então.

Zé Reinaldo decidiu romper com Flávio Dino porque este nunca se definiu quanto à sua candidatura a senador, por isto está procurando outra opção de aliança e tudo indica que deve compor a chapa majoritária de Eduardo Braide (PMN), ou seja, não está voltando a Grupo Sarney, mas apostando num projeto de renovação da política maranhense. O ex-governador foi quem lançou Flávio Dino na política em 2006, fazendo dele o quarto deputado federal mais votado no Maranhão, mesmo este não tendo base eleitoral para sustentar uma campanha.

O que impressiona é que Flávio Dino  hoje está cercado de sarneístas e em Imperatriz um dos maiores símbolos do passado que tanto condena é o ex-prefeito Ildon Marques. Num registro fotográfico num restaurante da cidade aparecem ao seu lado outros ex-integrantes do grupo adversário, dentre eles Gastão Vieira (E) e André Fufuca (D), ou seja, ele pode se aliar ao passado, mas quem pensa no futuro, numa outra via, está retrocedendo. Impressionante!

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