sábado, 24 de março de 2018

Esclarecimento

Senhoras e senhores vereadores,
 
Imperatrizenses, em geral:
 
Acompanhei com especial atenção as manifestações do vereador Aurélio Gomes da Silva, do PT, a respeito do serviço de ortopedia do Município, contratado, POR MEIO DE LICITAÇÃO, junto à empresa que dirijo.
 
Se é sincera, a preocupação do vereador, ela, no mínimo, acontece de forma retardada, porque esse serviço se dá há mais de um ano, e somente agora se vê esse tipo de manifestação.
 
Não quero crer que o vereador se pauta pelo noticiário político do momento, pois sempre o vi foi inspirado na verdadeira causa pública.
 
Sobre os documentos, que ele disse que pediria, eu os enviarei antes mesmo de receber o seu ofício, de forma até desnecessária, porque tudo o que acontece na relação Prefeitura/DPS está descrito de forma cristalina no Portal da Transparência – isso o vereador deveria saber.
 
Por oportuno, solicitei à Presidência da Câmara Municipal de Imperatriz uma oportunidade para falar em plenário, para todos, responder a todas as questões, mostrar todos os relatórios e municiar cada um vereador de um apanhado completo de tudo o que já foi feito, faturado e recebido – espero ter essa oportunidade.
 
O vereador Aurélio fala como se o contrato fosse meu, pessoa física, e provoca o entendimento de que eu, sozinho, faturo R$ 2 milhões, sem especificar nem em que espaço de tempo, possibilitando, a quem queira, maldosamente, interpretar até que essa quantia entra na minha conta bancária todo mês, ou todo dia, ou a cada cirurgia.
 
Não.
 
Trata-se de uma quantia estimada para até um ano de atividades de uma equipe que conta com 15 médicos ortopedistas, instrumentistas e outros profissionais.
 
Ela estranha que se operem mais de 3 mil pessoas num ano, perfazendo uma média de quase dez cirurgias/dia, inclusive nos sábados, domingos, feriados, noite e dia e nas altas madrugadas.
 
Atendemos, vereador, pacientes da ortopedia e traumatologia de 43 municípios só do Maranhão, das regionais de Imperatriz, Açailândia, Balsas e Barra do Corda, sem contar os que vêm do Pará e do Tocantins. E nós não estocamos gente em risco de morte para o dia seguinte e nem na sexta-feira (para ser operado somente no amanhecer da segunda-feira).
 
Somos 24 horas e, quando assumimos, eram mais de 300 pacientes na fila.
 
Hoje, só não operamos mais de dez por dia, porque só aparecem, em média, apenas dez por dia. E quanto mais operamos, mais fazemos bem para as pessoas e para as economias do município, porque a nossa atividade é pactuada entre o sistema de Imperatriz e de todos esses municípios que se socorrem daqui. Isso significa dizer que o Ministério da Saúde paga essa produção para Imperatriz (é um desperdício que o vereador não saiba disso).
 
Não tem fila de pacientes ortopédicos, apesar do elevadíssimo índice de acidentes, notadamente envolvendo motociclistas e seus caronas, quase sempre em estado gravíssimo, que requer esse tipo de agilidade que hoje a Saúde de Imperatriz tem instalada.
 
Seria interessante que o vereador até nos procurasse antes de sugerir tão grave suspeita, para ver o que de fato acontece dentro do Socorrão e em seus centros cirúrgicos.
 
Em anexo, ofereço-lhe todos os relatórios. E se faltar algum, pode pedir, se bem que tudo isso, repito, é postado no tempo de Lei no Portal da Transparência.
 
Ao povo de Imperatriz, minha saudação.
 
Aos senhores vereadores, meu respeito e o desejo SEMPRE de prestar-lhes todos os esclarecimentos que forem necessários.
 
Muito obrigado
 
*Daniel Fiim*

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