terça-feira, 24 de abril de 2018

Encontro celebra Dia Nacional da Libras

Participação de profissionais da área em mesa redonda destaca desafios e avanços da educação de surdos

por Sara Ribeiro

Em comemoração a duas datas importantes para a comunidade surda, Dia Nacional da Educação de Surdos e Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais, Libras, o Setor de Inclusão e Atenção à Diversidade, Siadi, realizou nesta terça-feira, 24, palestras e mesa redonda com o tema “Desafios e avanços da comunidade surda com a oficialização da Libras”.
Com participação dos cursistas, professores da rede e comunidade, instituições convidadas, como Associação de Surdos, Assim, Escola Bilíngue e Instituto Federal do Maranhão, IFMA, a programação foi aberta com apresentação cultural, explanação sobre a Lei da Libras nº 10.436, e debate.
Adriana Oliveira, professora surda do IFMA, Caio Henricke, professor surdo da UemaSul, Raymara Sousa, profª da Escola Bilíngue, Rayanne Alencar e Gabriela Crema, professoras do Siadi, conduziram a mesa redonda com as discussões sobre as experiências da pessoa com deficiência em âmbito regional.   
Coordenadora do Siadi, Leila Lopes observa que promover esses momentos de diálogo é muito importante. “Estamos discutindo o direito à educação, assegurar o direito à comunicação, à língua. O surdo, por não ter esse canal, precisa ser inserido no contexto escolar por meio da libras, com auxílio do interprete. Então, favorecer e viabilizar a educação é a forma mais adequada para promover a inclusão”.
Segundo a professora do Siadi, Gabriela Crema, mesmo com 16 anos de publicação, a lei da Libras ainda é pouco conhecida. “Existe a barreira de ainda não se ter intérprete em locais públicos. Seria mais fácil ter um intérprete para facilitar a comunicação. É uma luta travada pelo surdo para garantir seus direitos e alcançar o objetivo de melhorar a qualidade de vida no futuro” - destacou.
Cursista com vaga garantida pela cota disponível para a comunidade, Igor Fernando Paula Landim, 21, tem intenção de trabalhar como intérprete, afirma que a língua de sinais vem crescendo. “Conseguiu ser reconhecida como segunda língua, mas precisa ainda vencer muitas barreiras para atingir o grande público.  Libras é importante e deveria ser obrigatória a utilização” – frisou.

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