sexta-feira, 11 de maio de 2018

Construtores querem suspensão de portaria do Ministério das Cidades


A portaria 570 do ministério das cidades que regulamenta o PMCMV, vem prejudicando os pequenos e médios construtores e por isso mesmo está sendo tema de debates entre os representantes da Assaca – Associação de Apoio a Construção Civil. No meio da semana realizaram manifestação pelas principais ruas da cidade com paradas em frente a Câmara de Vereadores e na Praça Brasil em frente a agencia da Caixa Econômica Federal. Já na noite de quinta-feira a diretoria da entidade que são todos empresários do setor estiveram reunidos com o deputado federal Hildo Rocha, quando expuseram o problema e solicitaram apoio para que tanto o ministério quanto a caixa seja mais flexível evitando desta forma um colapso no setor da construção civil não só em Imperatriz mais em toda a região, com uma grande onda de demissões.
O deputado ouviu atentamente e prometeu apoiar o movimento, enviando inclusive imagens e vídeos da manifestação para o ministro Carlos Marum e para o vice-presidente de habitação da caixa, Nelson Antonio de Souza, que ontem respondeu ao deputado que aqueles que tem alvará antes do dia 2016 estão liberados das exigências e quanto aos que tiraram depois desse ano, terão que seguir o que determina a resolução.
O vice-presidente de Habitação da Caixa respondeu a nossa mensagem e informou que na própria resolução especifica o prazo. Mesmo assim, se a comissão entender que deve falar pessoalmente com ele, posso levá-los para este encontro na quarta-feira em Brasília”, disse Hildo Rocha, que está na região e ontem participou de visitas em Porto Franco e da programação de aniversário de Estreito.
A resolução diz que até 12/2018 será dispensada a cobrança de pavimentação final em cidades de até 50.000 habitantes ou em construções até 12 unidades habitacionais unifamiliares pulverizadas de uma mesma pessoa física ou jurídica. Sendo que o pequeno e médio construtor não trabalha com empreendimento e sim comprando lotes em bairros já existentes em nossa cidade e após isso executa a construção das unidades de forma individual e valores distintos, diferente das grandes construtoras que essas sim criam bairros imensos com problemas conhecidos e com recursos do governo federal e da CEF.
Em 2014 os pequenos e médios construtores geravam de forma direta e indireta quase 30.000 empregos, hoje já são mais de 15.000 desempregados só no setor que envolve a construção: serralheiros, soldadores, armadores, pedreiros, encanadores, carpinteiros, gesseiros, ajudantes, técnicos em edificações, engenheiros, motoristas entre outros...e esse numero irá aumentar drasticamente.
E um dos fatores primordiais: cerca de 95% do recurso recebido por nossa classe fica na cidade gerando emprego e renda no mercado regional, fora a grande importância que temos na arrecadação municipal, estadual e federal com pagamentos de taxas para a regulamentação dos imóveis construídos.
Hoje, médicos,advogados ,engenheiros ,mestres de obras ,logistas, bancários, entre outros, executam pequenas construções no mercado e não fazem parte de nossa entidade aumentando ainda o número de empregados ou desempregados no setor.
Conclusão: não podemos ser responsabilizados por décadas e décadas de descaso dos poderes públicos e arcarmos com esse custo. Hoje nossa classe transforma bairros esquecidos e largados em lugares habitáveis e valorizados, realizando sonhos e gerando emprego e renda em nossa cidade e em troca o que recebemos”, enfatizou Umberto Brito, da associação, acrescentando que “Hoje a sociedade conhecerá uma classe firme, forte e muito unida que luta de forma ordeira por respeito e o direito de se manter no mercado de trabalho”, afirmou.

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