quinta-feira, 24 de maio de 2018

Maranhão pode ficar sem combustíveis e gás de cozinha a partir desta sexta-feira, diz sindicato

AQUILES EMIR

Boa parte do Maranhão pode amanhecer nesta sexta-feira sem combustíveis, bem como as distribuidoras de gás sem botijões do GLP. O alerta é do empresário João Rolim, proprietário da Rede Magnólia (maior revendedoras de combustíveis do estado) e presidente da junta governativa do Sindicato dos Distribuidores de Combustíveis (Sindcombustíveis).
De acordo com ele, nesta quinta-feira as distribuidoras de todas as bandeiras suspenderam o fornecimento de gasolina, diesel e etanol por conta do bloqueio dos caminhoneiros das vias de acesso a elas e com isto os postos estão operando apenas com seus estoques, que podem findar, em alguns deles, ainda nesta quinta-feira devido à corrida de proprietários de automóveis para abastecer seus veículos.
Segundo João Rolim, alguns postos das cidades do interior já estão ficando com as tanques vazios, ou seja, podem suspender o atendimento ainda esta noite.

Ele disse que, além dos combustíveis de autos, a população pode ficar desabastecida também do gás de cozinha, já que os caminhões também estão sem poder fazer o transporte.Para João Rolim, a situação é preocupante e ele espera que uma solução seja apresentada nas próximas horas, pois a tendência é um desabastecimento geral, criando um grande transtorno para a sociedade.
Diante da corrida aos postos, os preços nas bombas subiram assustadoramente em São Luís, chegando em alguns casos a R$ 4,59. Onde até semana passada a gasolina podia ser comprada até a R$ 3,79, nesta quinta a gasolina era vendida a R$ 4,29. Em alguns postos, o preço ainda está abaixo de R$ 4,10 e estes são os mais procurados.
Além dos combustíveis, na Central de Abastecimento (Ceasa) há riscos de faltar frutas, verduras e legumes neste final de semana. Os comerciantes dizem que infelizmente os caminhões que transportam esses alimentos de outros estados estão retidos e podem ter a carga depreciada, por se tratar de produtos perecíveis.O empresário Antônio Hiluy Nicolau, dono da Rede Paloma, diz que, apesar da pressão sobre os preços, não concorda em aumentar os preços por conta da crise de abastecimentos. Ele disse que vai continuar operando com a mesma margem até acabar os estoques.

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