segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Para atingir Roseana Sarney, governador Flávio Dino não poupa críticas nem aos governos de Lula e Dilma Rousseff



Ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff com Roseana e Edison Lobão no 
dia do lançamento da Refinaria Premium I, na cidade de Bacabeira
Na ânsia de atacar sua principal adversária, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), o governador Flávio Dino (PCdoB) passou a atingir também o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, padrinho político do candidato a presidente da República pelo PT, Fernando Haddad.

No seu programa de televisão nesta segunda-feira (17), o candidato à reeleição criticou um dos projetos mais ousados dos governos petistas para promover o desenvolvimento do Maranhão: a Refinaria Premium I, que seria instalada pela Petrobras no município de Bacabeira.

A refinaria começou a ser debatida ainda em 2007, quando Jackson Lago era governador. Para viabilizá-lo, o Estado desapropriou terrenos às margens da BR 13 e doou à Petrobras. Apesar da cassação de Jackson em 2009, pela Justiça Eleitoral, o projeto não parou e em 2010, quando lançou sua então chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para sucedê-lo, Lula decidiu tirar do papel tanto o empreendimento do Maranhão quanto do Ceará, a Premium II, e fez seu lançamento, com a promessa de colocá-las em operação ainda em 2014.

Vencida a eleição por Dilma, os trabalhos continuaram, e somente em 2015, quando ela já estava reeleita e Flávio Dino já era o governador foi anunciada a suspensão, num dos maiores calotes da estatal do Petróleo, cuja polêmica ainda é debatida na Justiça por parte de quem se sente prejudicado pela sua interrupção. 

Como a refinaria foi lançada estando Roseana no governo e Edison Lobão no Ministério das Minas e Energias, seus opositores debitam a eles esse fracasso. Vale destacar, porém, que os adversários de Lula certamente também vão explorar o engodo dos petistas, e a depender de Flávio Dino não vai faltar lenha na fogueira contra o projeto do ex-presidente que quer fazer Haddad chegar ao Palácio dos Planalto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário