terça-feira, 2 de outubro de 2018

Eleições 2018: dados de eleitores e candidatos começam a ser inseridos nas urnas eletrônicas


Sistema de votação eletrônica foi criado há 22 anos. Segundo o TSE, não houve qualquer registro de fraude nas urnas até hoje
Nesta segunda-feira (24), teve início no Distrito Federal e em outras unidades da Federação o processo de lacração das urnas eletrônicas que serão usadas no pleito deste ano. A lacração é o momento em que as urnas são abastecidas com os dados dos eleitores e dos candidatos, a fim de possibilitar a votação.
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O secretário de tecnologia do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), Ricardo Negrão, informa que é feito um relatório sobre o processo ao final de cada dia, com registro em ata. “Além disso, é realizada auditoria em uma urna eletrônica sorteada pelo juiz da zona eleitoral para verificamos se todos os dados estão íntegros e se não há nenhum problema.”
No próximo dia 7 de outubro, os eleitores escolherão seus representantes em 556 mil urnas eletrônicas distribuídas em todo o País, em mais de 480 mil seções eleitorais instaladas em 95 mil locais de votação.
Para que seu funcionamento seja seguro, as urnas contam com 120 conjuntos de programas e 15 milhões de linhas de programação.
O eleitor não poderá utilizar telefone celular e máquina fotográfica na cabina de votação.
Assinatura digital
Em 6 de setembro, os programas que serão usados nas urnas eletrônicos foram assinados, por meio de certificação digital, pela ministra Rosa Weber, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE); pelo vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques; e pelo perito criminal da Polícia Federal Marcelo Silva.
A assinatura digital assegura que o programa de computador não foi modificado de forma intencional ou não perdeu suas características originais por falha na gravação ou leitura. Isso significa que, se a assinatura digital for válida, o arquivo não foi modificado.
A assinatura digital também é utilizada para assegurar a autenticidade do programa, ou seja, confirmar que o programa tem origem oficial e foi gerado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Além da assinatura digital, foram calculados os resumos digitais (hashes criptográficos dos programas) que foram guardados pelo TSE para que fossem distribuídos aos tribunais regionais eleitorais.
Neste ano, as urnas eletrônicas serão utilizadas pela décima segunda vez consecutiva. O sistema foi criado há 22 anos e, de acordo com os registros do TSE, nenhuma fiscalização conseguiu verificar qualquer fraude nas urnas até hoje.
Reportagem – Karla Alessandra
Edição – Marcelo Oliveira

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