quarta-feira, 14 de novembro de 2018

ASSISTÊNCIA


Creas realiza brincadeiras e passeio no "Trenzinho da Alegria"

Centro atende crianças e adolescentes encaminhados pela Vara da Infância e Juventude

por João Rodrigues

Mais de 50 crianças, entre 2 e 12 anos, vítimas de abuso e exploração sexual assistidas pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Departamento da Secretaria de Desenvolvimento Social, Sedes, participaram de ação especial e passeio no “Trenzinho da Alegria”, pelas ruas de Imperatriz, na tarde desta terça-feira, 13. Atividade objetiva amenizar os traumas sofridos por elas.
A “viagem lúdica” durou cerca de 30 minutos e o trajeto foram as principais ruas e avenidas do Centro, Beira Rio e Bairro Juçara, com encerramento no Creas com um lanche reforçado. O Centro atende crianças e adolescentes encaminhadas pela Vara da Infância e Juventude.
“Nós atendemos de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 18h, com uma equipe multidisciplinar com psicólogos, pedagogos, assistentes sociais e educadores sociais”, destacou a coordenadora do Creas, Jucilene Reis.  Pais também são atendidos pelos profissionais, que visitam a escola e buscam fortalecer o vínculo familiar da criança. Após o atendimento, a criança passa por avaliação e a Justiça define qual seu futuro, se uma casa-lar ou os familiares.
Jucilene Reis destacou que a família sofre ao descobrir que a criança foi vítima de abusos e esses traumas acabam por fragilizar, ainda mais a criança, que em muitos casos, pela falta de apoio psicológico, acham até que são culpadas por terem sido abusadas. O atendimento social trabalha especialmente o fortalecimento psicológico da criança que foi vítima de abusos. 
Sinais de alerta
Jucilene Reis ressaltou que as mães têm um papel fundamental na identificação dos casos de abuso que é o de ficar atenta aos comportamentos da criança. Alguns sinais podem indicar que está ocorrendo abusos, dentre eles, tristeza por parte da criança, “Há casos em que a criança, ao chegar a figura masculina, de acordo do abusador, ela não quer ficar só, se a criança de 8 a 9 anos tem pesadelos à noite ou de uma hora para outra começam a fazer xixi na cama isso é um sistema de medo”.

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