terça-feira, 13 de novembro de 2018

Coleta seletiva transforma vidas e garante inclusão social

RESULTADOS


Projeto realiza sonho da casa própria de catadora de 43 anos, mãe de 5 filhos e avó de 3 netos

por Léo Costa

Implantado há dois meses pela Prefeitura de Imperatriz, através da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Semmarh, o projeto coleta seletiva vem transformando vidas de famílias de catadores de materiais recicláveis e garantindo inclusão social. Um dos exemplos é a catadora Maria Antônia da Silva, 43.
Mãe de cinco filhos, sendo o caçula de seis meses, avó de três netos, ela teve sua vida mudada radicalmente após a coleta seletiva. “Minha filha estava desempregada e estamos trabalhando no projeto, que graças a Deus, a coleta seletiva e a associação, estamos tendo uma vida bem melhor que alguns meses atrás”, declarou.
Antes de se tornar sócia, há dois meses, da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Imperatriz, Ascamari, entidade parceria da Prefeitura na coleta seletiva, Maria Antônia trabalhou por cinco anos em uma empresa privada onde recebia um salário mínimo R$ 954,00. Desse valor ela pagava mensalmente R$ 480,00 de aluguel e em média R$ 150,00 de energia elétrica, totalizando R$ 630,00 de despesas fixas.
Hoje, inserida na coleta seletiva como sócia da Ascamari, onde trabalha com a filha Thainara Silva, separando o material reciclável e na produção de sabão de óleo vegetal e margarina, Maria Antônia, graças ao projeto, recebe por mês entre R$ 700,00 e R$ 1.000,00. Além disso, ela também deixou de pagar aluguel após ganhar da direção da entidade um terreno de 300m², Rua Paraná, Vila Fiquene, a poucos metros da associação, onde através de mutirão dos sócios realizou o sonho da casa própria.
“Foi muito bom!! Esse projeto vem gerando coisas boas em minha vida, dos filhos e netos. Principalmente com a construção da nossa casa. Era um sonho antigo sair do aluguel. Agradeço também ao presidente da associação José Ferreira”, acrescentou.  
Antes da implantação da coleta seletiva a média de material coletado era de oito toneladas ao mês, entre papelão e plásticos em geral e 10 toneladas de ferro, média de 18 toneladas ao mês. Com o projeto, nos primeiros 30 dias foram colhidas 42 toneladas e em outubro 65 toneladas e meia.
“Com a maior produção, automaticamente tivemos que aumentar o número de trabalhadores passando de três para oito, em seguida 10 e agora estamos com 12 pessoas que participam da renda da produção da coleta seletiva, onde chegamos a tirar até R$ 3 mil reais por mês”, destacou José Ferreira.
As pessoas que têm o nobre trabalho de transformar toneladas de resíduos em dinheiro e oportunidades muitas vezes se passam por invisíveis, escondidas entre milhares de garrafas plásticas, caixas e embalagens usadas, latinhas, papel e tudo aquilo que um dia já foi jogado fora. Transformando as sobras do consumo em matéria-prima, os catadores cumprem papel fundamental para a sociedade, para o meio ambiente e a economia.

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