quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Entenda como a escoliose afeta a coluna vertebral

De origem congênita (de nascença), neuromuscular ou idiopática (sem causa definida) e comum em crianças e adolescentes, a escoliose é caracterizada por uma curvatura anormal para um dos lados do tronco da coluna vertebral. Alguns casos são leves e podem não afetar a rotina do paciente, porém, existem casos que podem ser dolorosos, bem como comprometer atividades e movimentos. De acordo com o especialista em coluna, Dr. André Pagotto, “a doença tem caráter genético e hereditário, por isso alguns casos não podem ser diagnosticados somente como maus hábitos posturais”.

A coluna vertebral apresenta curvaturas fisiológicas normais, chamadas de lordose e cifose, entretanto, quando essas curvaturas apresentam aparência de “C” e “S”, são diagnosticadas como escoliose. Ela se desenvolve, em sua maioria, em crianças e adolescentes a partir dos três anos de idade, passando pela adolescência, até atingir a sua maturidade óssea, ao fim da puberdade. Dr. André Pagotto afirma que costuma operar a cada mês pelo menos um paciente dessa faixa etária em Imperatriz.

Segundo o médico, “esse desvio anormal pode provocar problemas estruturais em todo o corpo, como por exemplo, problemas cardíacos e pulmonares, por isso, em casos mais graves, onde as curvaturas são maiores que 40 graus, é recomendado que se faça a cirurgia para realinhar a coluna do paciente e evitar esses outros problemas”. Em casos onde a escoliose é leve, inferior a 30 graus, o tratamento com fisioterapia e coletes especiais pode resolver.

Diagnóstico
O diagnóstico geralmente é feito por um médico especialista, no qual o paciente é orientado a inclinar o corpo para frente e realizar um movimento similar quando tocamos os pés, com as pernas esticadas. Esta posição pode mostrar um dos lados do tórax ou região lombar mais alto, portanto, fora do nível normal. É possível também identificar assimetria nos ombros e distância dos braços para o corpo e quadris. Após o exame clínico, o médico costuma pedir um exame de raio-x para classificar o grau da escoliose.   

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