segunda-feira, 1 de abril de 2019

28 DE MARÇO DE 2019: 16 ANOS DA “ENCICLOPÉDIA DE IMPERATRIZ” (NOVAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O MAIOR LIVRO DA HISTÓRIA DO MUNICÍPIO)

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Há exatamente 16 anos, no dia 28 de março de 2003, uma noite de sexta-feira, foi realizada a solenidade de lançamento da “Enciclopédia de Imperatriz”, a maior obra de referência do município. O evento ocorreu no auditório do Palácio do Comércio e Indústria e reuniu centenas de pessoas. Tratava-se do maior esforço editorial da história do município e uma das maiores realizações do gênero em todo o Estado e Região.
SANTA TERESA D’ÁVILA - O dia 28 de março não foi escolhido por acaso: nessa data, em 1515, na Espanha, nasceu a padroeira da cidade, Santa Teresa d’Ávila, que é lembrada em Imperatriz em 15 de outubro, data de sua morte. Aliás, a “Enciclopédia” traz um registro curioso, como a data verdadeira da morte de Santa Teresa.
A IMPERATRIZ - O mês de março foi escolhido também porque ele igualmente é o mês de nascimento de outra mulher importante na história da cidade: Teresa Cristina de Maria e Bourbon, nascida em Nápoles (Itália), mulher do imperador Dom Pedro 2º. Ela foi “a imperatriz que deu nome a Imperatriz” e quem teria influenciado para que a povoação de Santa Teresa (o antigo nome da cidade) se transformasse na sede da Vila Nova da Imperatriz.
PERSONAGENS E PERSONALIDADES - Tanto a história de Teresa Cristina quanto a de Santa Teresa d’Ávila são contadas em detalhes, com ilustrações e curiosidades. Outros personagens e personalidades que são destaque: Jerônimo Francisco Coelho, responsável pela fundação da cidade; Frei Manoel Procópio, o fundador; o barão de Coroatá, que criou a Vila Nova da Imperatriz; Godofredo Viana, que elevou Imperatriz à categoria de cidade; Juscelino Kubistchek e Bernardo Sayão, respectivamente o idealizador e um dos construtores da rodovia Belém—Brasília, estrada que demarcou a história de Imperatriz e a partir da qual a cidade experimentou um dos maiores índices de crescimento econômico e populacional do País.
CARACTERÍSTICAS - A “Enciclopédia” é uma obra de grande porte, com 600 páginas e um projeto gráfico diferenciado. Fechado, o livro tem 23 cm de largura e 31 cm de altura. A “Enciclopédia de Imperatriz” tem capa dura, plastificada, costurada, com aplicação de verniz ultravioleta (verniz UV). As 600 páginas internas (em cores e em preto e branco) têm texto e ilustrações (fotos, desenhos, tabelas, gráficos etc.) impressos em papel “couché” brilhante e em papel “Chamois Bulk Dunas”, que dá apoio para a leitura, com maior conforto visual, além de reunir resistência com leveza.
A GRÁFICA - Juntos, todos os 4.000 exemplares da tiragem da “Enciclopédia” pesam cerca de 10.000 kg e ocupam quase 16 metros cúbicos de área. De fato, em forma e conteúdo, uma obra de peso. Tanto que diversas grandes gráficas de todo o País -- São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Ceará e Maranhão -- submeteram-se à concorrência para fazer o serviço de impressão. Ganhou a Quebecor World, o maior grupo gráfico de todo o mundo, com sede em Quebec, no Canadá. A Quebecor presta serviços para grandes editoras do País e, entre outros trabalhos, imprimia a revista “Veja” e outras publicações da Editora Abril.
DOCUMENTOS - Em tempo recorde para trabalhos desse padrão, a “Enciclopédia” conseguiu reunir sobre Imperatriz informações históricas, culturais e econômicas nunca antes apresentada por outra obra. Também resgatou textos históricos já publicados, mas de conhecimento ainda restrito. Diversas informações de natureza histórica também foram corrigidas – e diversos erros e lapsos de revisão igualmente foram cometidos... Documentos históricos foram obtidos e estão reproduzidos -- por exemplo, o documento que nomeia o frei Manoel Procópio do Coração de Maria para a missão no rio Tocantins e até o documento que mostra quanto foi pago ao frei. Entre as ilustrações, a “Enciclopédia” mostra, pela primeira vez, as fotos de Jerônimo Francisco Coelho, ex-presidente da Província do Pará, que foi o responsável pela fundação de Imperatriz; do Barão de Coroatá, que criou a Câmara de Vereadores e a Vila Nova da Imperatriz; e até de Godofredo Viana, ex-governador, que elevou Imperatriz à categoria de cidade. Em relação a Godofredo Viana, nem no município maranhense que leva o nome do ex-governador se sabiam dados biográficos e também se desconhecia uma foto ou imagem dele.
16 ANOS DA “ENCICLOPÉDIA DE IMPERATRIZ” (2ª PARTE)
DADOS & RUAS - Ao lado de outros conteúdos que traz, a “Enciclopédia de Imperatriz” é a obra impressa que reúne o maior conjunto de dados estatísticos sobre as diversas áreas da Economia e da Sociedade imperatrizenses. Tem ainda o maior dicionário biográfico e de fatos, instituições e outros registros em ordem alfabética. Apresenta, também, um inédito dicionário de ruas, praças, avenidas e outros logradouros, com explicações sobre os nomes.
MESES & ANOS - Outros destaques são o “Calendário” e a “Cronologia”, que trazem, por ordem de mês e por ordem de ano, respectivamente, um vasto repertório de fatos relacionados a Imperatriz desde antes da fundação da cidade.
TÍTULOS & ORIGENS – A “Enciclopédia” também foi buscar a origem e a explicação de cada título dado a Imperatriz em épocas diversas: Capital Brasileira da Energia, Metrópole da Integração Nacional, Portal da Amazônia, Princesa do Tocantins, Cidade-sede do Maior templo Evangélico da América Latina, Capital Norte-Nordeste do Automobilismo, Polo Nacional de Xadrez, Cidade da Esperança, Cidade com o Maior Dinamismo Econômico do País, 96ª Maior Cidade do Brasil em População, Cidade com a Maior Relação Hospital/Habitante do País.
CAPÍTULOS - Mais de 80 capítulos em oito grandes divisões trazem dezenas de milhares de informações históricas, culturais, econômicas, políticas, sociais, entre outras. Uma divisão especial sobre o Maranhão do Sul traz dados estatísticos e econômicos nunca antes publicados, com informações inéditas sobre os 49 municípios do futuro novo Estado.
PESQUISAS - A editoria da “Enciclopédia” conseguiu os dados de quatro grandes pesquisas econômicas sobre Imperatriz, três delas publicadas pela primeira vez e uma sem divulgação na cidade. Quadros e tabelas trazem milhares de estatísticas em diversos setores da economia e da sociedade imperatrizenses. Todos os quadros e tabelas vêm acompanhados de explicações, para facilitar a compreensão do leitor.
DESTAQUES & VANTAGENS - A divisão chamada “Destaques & Vantagens” traz, de modo detalhado, em 14 capítulos, as razões comparativas e competitivas que fazem de Imperatriz uma cidade com um dos maiores e melhores potenciais estratégicos do Brasil. Entre outros, são tratados aspectos físicos e econômicos do rio Tocantins, rodovia Belém—Brasília, hidrelétricas de Serra Quebrada e Estreito, Distrito Industrial, Polo Energético, hidrovia Tocantins—Araguaia, Embrapa, ferrovias Norte Sul e Carajás e Eixo Araguaia—Tocantins, além das vantagens agregadas a Imperatriz com o Sistema de Vigilância da Amazônia, Instituto Tecnológico da Amazônia, Horto Floresta Arara-Azul e Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo por satélite.
OS EMPREENDEDORES - Doze empreendedores (empresários e profissionais liberais) se juntaram em torno de uma ideia comum: proporcionar a Imperatriz, como homenagem à cidade e seus 150 anos, um banco de dados e de informações históricas, culturais, econômicas etc., que pudesse ser útil tanto ao estudante e professor quanto ao empresário e investidor, tanto ao pesquisador quanto ao político e à comunidade em geral. São eles: Euclides Antônio Viera, Francisco Santos Soares (Franciscano), Gessé Sabino Leite, Hermenegildo Gomes Ferreira Filho (Caboclo), Jair Rosignolli ("in memoriam"), José de Ribamar Cunha ("in memoriam"), José de Ribamar Cunha Filho (Ribinha Cunha), Jurandir Teixeira da Silva, Liberato Rodrigues de Morais, Licínio da Rocha Cortez ("in memoriam"), Maria das Graças Cortez Moreira e Mário da Rocha Cortez, que compõem o Instituto Imperatriz, organização que em dezembro de 2001 idealizei e criei e da qual fui consultor. Oito pessoas trabalharam na parte editorial da “Enciclopédia”: Edmilson Sanches (redação/direção), Jaldene Nunes Maria, João Batista Feitosa Guimarães e Raimundo Primeiro dos Santos Pires (Rprimeiro Primeiro; pesquisa); Marcos Aurelio da Silva Sousa, Francisco Rogero Sousa Silva e Jorge Silva Braga (diagramação); Paulo de Tasso Oliveira Assunção (Tasso Assunção) (revisão); e Raimunda Cortez Moreira Dourado (bibliotecária). Na fotografia, contamos com a colaboração de Antonio Pinheiro Silva, Batista Guimarães e Brawny Meireles, além de acervos do escritor Livaldo Fregona
e de famílias e instituições imperatrizenses.
EDMILSON SANCHES
esanches@jupiter.com.br

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