sexta-feira, 31 de maio de 2019

Moradores da estrada do arroz pedem que ambulância do SAMU fique durante a noite


Hoje ela chega as 11h30 e volta para Imperatriz às 18h

Sidney Rodrigues - ASSIMP


Atendendo indicação dos vereadores Terezinha Soares (PSDB) e Carlos Hermes (PCdoB), foi aberto espaço para Tribuna Popular com moradores do Povoado Coquelândia, que pedem urgentemente para a prefeitura, que a ambulância do SAMU permaneça à noite no local, pois é a hora que mais precisam.
            Os representantes dos povoados de São Felix, Olho D’água e Coquelândia, Sr. Maurílio e Sra. Marilene reivindicam a utilização ou liberação correta da ambulância, pois para eles a hora de maior necessidade é a noite. O veículo deveria estar de plantão 24h, mas chega próximo ao meio dia e retorna ao fim da tarde. Isso cria um gasto com combustível e manutenção absurdos e desnecessários, sendo que a estrutura existente torna possível o serviço ininterrupto. “A noite é horário que as comunidades mais precisam e quando vem o desespero de alguém doente ou acidentado, precisamos pagar de R$200 a R$300 reais para um deslocamento em algum carro particular. As pessoas não têm condições e se forem esperar pela ambulância, morrem!”.
            Para o vereador Carlos Hermes só existe uma forma de exigir direitos, abrindo a boca e pedindo socorro. “A ambulância atende toda a estrada do arroz e é mais do que justo que permaneça durante a noite, pois lá existe uma ótima estrutura com garagem, alojamentos para motoristas e o custo é infinitamente menor se ficar, ao invés de todos os dias ir e voltar. Na hora que mais precisam, não tem”. O edil pediu união a todos os vereadores para somarem forças, falar com o secretário e conseguir manter essa ambulância fixa, pois a base de saúde é para atender todos os povoados, foi construído para isso. O objetivo maior é cuidar da saúde, e o problema não marca hora para acontecer. A população quer é que a unidade funcione 24h.
            Segundo Chiquim da Diferro (PSB), o diretor do SAMU Alexsandro Freitas informou que o veículo não fica 24h porque falta uma torre de celular com antena. Mas para os vereadores não foi argumento convincente, pois existem outros meios de comunicação com a central, inclusive internet.
            “Não justifica, pois tem internet, celular e telefone, mas a prefeitura tem deixado de marcar exames aqui na cidade por falta de internet, nos povoados não podia ser diferente”, disse Bebé taxista (PEN). Já Pedro Gomes (PSC) não admite essa desculpa, pois internet e comunicação têm em toda a estrada do arroz. “Se for pra ficar até 18h, de que serve essa unidade?”.
            Hermes propôs que os vereadores acompanhassem os moradores ate o secretário de saúde ainda durante a sessão, mas foi informado que ele não se encontrava na secretaria.        
              Os moradores irão retornar na próxima semana para mais uma vez buscarem solução, pois todos os povoados da estrada do arroz dependem dessa ambulância no período noturno.

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