sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Policiais participam de formação para acolhimento de mulheres em situação de violência


A palestra foi conduzida pela assistente social do Cram

por Islene Lima

Na manhã desta sexta-feira, 23, a Prefeitura em parceria com a Secretaria da Mulher, ofereceu palestra para Policias Civis e Militares sobre enfrentamento à Violência Contra a Mulher. Evento integra curso de capacitação, voltado para as técnicas, e como o policial deve trabalhar em relação a casos de mulheres em situação de risco. O curso foi promovido pela Academia de Polícia Civil do Maranhão, Acadepol-MA. Juízas, delegadas, psicóloga e assistente social contribuíram para o desenvolvimento da iniciativa que iniciou na segunda-feira, 19 de agosto. 
Para a assistente social do Centro de Referência de Atendimento à Mulher, Cram, Sueli Barbosa, que ministrou a palestra, ações como essa em parceria com outros órgãos, ajudam na construção e desconstrução, quando o assunto é violência contra mulher.
“Ter essa proximidade entre os policiais e contribuir para a discussão de forma mais clara com dados e histórias que chegam, tanto no Cram, como na Casa Abrigo, fomenta uma análise mais sensível sobre o assunto sem tantos julgamentos”.
A assistente social ressaltou também, que na palestra foi apresentado aos policiais, as redes de enfrentamento, para que os militares tenham conhecimento que existe uma rede de serviços em Imperatriz. “Aqui estamos mostrando que é possível acessar a rede de enfrentamento à violência doméstica, reforçando o papel deles enquanto policiais, ou seja, essa iniciativa é o primeiro passo para que as mulheres sejam acolhidas de forma correta pela justiça”, afirma.
Para a militar, Poliana Gomes, do 12° batalhão do Estreito, participar de cursos como esse é de suma importância, já que a demanda é muito grande quando o assunto é violência contra mulher. “Está sendo de valor inestimável participar dessa capacitação. Infelizmente muitas mulheres sofrem com violência que não é só física, então ter essa preparação mais humanizada sobre a temática vai possibilitar uma contribuição mais eficaz”, explica.
Vale lembrar que a Delegacia juntamente com a rede de enfrentamento são as principais portas de entrada para denúncias, e qualquer mulher que sofrer violência, ou qualquer pessoa que presenciar algum tipo de violência contra mulher, pode ligar tanto no 190 assim como no 180 que sua identidade será totalmente resguardada.


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