quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Josevan Marques quer debate sobre a lei do abuso de autoridade


Para os vereadores essa lei está fazendo a sociedade regredir, protegendo bandidos e algemando policias
Sidney Rodrigues – ASSIMP

O vereador chamou a atenção na manhã de ontem (18) para uma Audiência Pública ocorrida na semana passada na promotoria e que tratou sobre a lei 13.869/2019 – lei do abuso de autoridade, assunto de alta relevância que causa um impacto gigantesco no comportamento da sociedade, e tem colocado a imprensa e as policias civil e militar a ficarem reféns e sofrerem punições, que deixa margem para a criminalidade ser protegida.
Explicou que agora se um policial militar fizer uma condução e repórteres filmarem essa pessoa, o agente de segurança tem que parar e proibir a imprensa de registrar. Se o preso for exposto o policial pode ser preso e punido com uma pena de até 04 anos ou até perder o cargo público. Segundo ele parece que ninguém se atentou ainda para a gravidade desta lei.
“E se acontecer de cem pessoas estiverem filmando uma situação. Vão ser todos presos, processados? O policial vai pagar? Nos comportamos de uma forma e de repente uma nova lei, sem conscientização e informação. A PM, o MP, a justiça e a imprensa precisam participar de um amplo debate aqui mesmo na Câmara, com explicações e orientações para que nós não sejamos vítimas desta famigerada lei”
Ricardo Seidel (PSD) comentou que nessa situação o bandido que é preso não pode sequer ser filmado, pois o policial deve proteger o ladrão, assassino e estuprador. “Um absurdo. Que tipo de sociedade é essa onde as pessoas são agredidas, mortas roubadas e o serviço da polícia agora é proteger o criminoso? É um absurdo o nível de privilégios que essa categoria tem adquirido graças aos nossos políticos”.
A lei já está em vigor e não foi feita uma campanha nacional. A lei trata com a impunidade, a intencionalidade e a subjetividade. Qual a intenção do que foi feito, qual a interpretação do que o policial ou o jornalista tiveram. Tudo que fizeram pode gerar várias formas de se expor ou punir quem está buscando fazer seu trabalho. Para Marques a polícia e a imprensa tem que ter a justiça os protegendo e não defendendo os bandidos.
Sargento Adelino (Solidariedade) disse ter trabalhado 29 anos na rua, e através de uma identificação de foto de agressor conseguida pela imprensa, crimes foram elucidados. “O único marco que nos separa do crime é a polícia militar, 24h por dia, diuturnamente, e essa lei veio algemar a polícia, ao invés dos bandidos e nos faz retroagir como sociedade. Qualquer policial que tirar uma foto de um bandido, um criminoso, graças aos nossos políticos, estes é que serão presos. Onde vamos parar, pra onde estamos indo, a sociedade tem que estar do lado é da polícia. O crime organizado está se fortalecendo e indicando pessoas para o parlamento para defender os interesses dos criminosos”, enfatizou.
Josevan falou também sobre sua indignação sobre a falta de coleta de lixo na feirinha do Bacurí e a falta de responsabilidade da gestão municipal quanto a limpeza naquele local. Afirmou que houve uma diminuição grande na limpeza e na coleta de lixo, pediu que retirem o tonel de lixo e que aumentem a coleta, pois se passam semanas sem recolhimento.



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Ricardo Seidel quer que a CAEMA resolva urgentemente a falta de água que já dura 15 dias no Ouro Verde

Sidney Rodrigues – ASSIMP

O vereador Ricardo Seidel (PSD) usou a Tribuna na manhã desta terça, 18, pelo clamor da população do bairro Ouro Verde, que há 15 dias está sem água e a explicação da CAEMA é de que existe uma bomba queimada. Ele já havia feito a mesma reivindicação na quarta da semana passada, mas nada foi resolvido.
“Passar um dia, dois, ainda vai, mais ontem zerou tudo de reserva e hoje completou uma semana sem uma gosta de água. Venho para exigir que a CAEMA resolva esse problema de forma urgente. Não é possível uma cidade que no inverno não tem água por causa da bomba e no verão a bomba não consegue captar, sempre essa bomba. Já são 05 anos de governo estadual e o povo não aguenta mais. Não tem água nem para fazer a comida, tomar banho e as escolas começam a ficar prejudicadas sem aula. A nossa preocupação é com o ser humanos pois é insuportável ficar sem esse líquido, não se vive sem ele, tudo vira um caos, as pessoas sadias sofrem, imaginem as doentes. É nosso papel como parlamentar fazer essas cobranças e exigir as respostas de forma imediata”, disse.
Carlos Hermes (PCdoB) leu um comunicado da CAEMA informando que devido à complexidade do poço P4 do Ouro Verde, equipes continuam trabalhando para retomada do bombeamento e que a normalidade acontecerá após a conclusão, manutenção corretiva, e que a empresa está mandando caminhões pipa para abastecimento emergencial para aquela região. De acordo com ele o problema existe mas tem um trabalho em andamento que resolverá o mais breve possível.
Seidel disse que a população não quer uma nota, uma papel ou uma explicação e sim a solução, pois não se pode admitir que continuem as coisas da forma que estão.     “A arrecadação é altíssima e tem que ser oferecido um serviço que preste pois o consumidor tem que ser digno daquilo que paga. Deixo o clamor da população. Que o governo tenha o bom senso de resolver logo isso e se possível isente pelo menos esse mês dos moradores pagarem conta, por passarem por tanto sofrimento. 15 dias que a população não consegue beber um copo d’água. Não tem água pra lavar roupa, fazer comida nem tomar um banho. Não estão tendo dignidade nem para higiene pessoal e nem para limpar suas casas. Até hoje o bairro continua igual. Fizeram notas com conversa de carros pipa. Peço a verdade. Notas mentirosas, falácia, enrolação. O povo não quer papel, nem desculpas, quer é água. Mas só chega a conta no fim do mês. Dirigentes da CAEMA, tomem vergonha, resolvam o problema, de forma imediata”, finalizou.

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