quinta-feira, 4 de junho de 2020

CRAM divulga boletim de atendimentos

ASSISTÊNCIA

Ações foram realizadas pelos serviços social, de psicologia e jurídico

por Islene Lima

A Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Políticas para Mulher, SMPM e Centro de Referência de Atendimento à Mulher, CRAM, divulga o boletim informativo com dados de 16 a 31 de maio de 2020  
No total, foram realizados 305 atendimentos pelo serviço social sendo: 30 com abordagem sobre a quarentena; 28 de orientação e acolhimento; 59 atendimentos via telefone (ligação); 19 via whatsapp; 29 solicitações de suporte psicológico (interno); 14 solicitações de atendimento jurídico (interno); 20 encaminhamentos para rede justiça; 23 para rede de saúde; 3 para rede assistencial; 5 para rede de segurança; 23 solicitações de  informações sobre MPU; 13 contatos com outras instituições; 1 acompanhamento ao IML; 7 entregas de cestas básicas; 7 visitas domiciliares e 44 buscas remotas. 
Já no serviço de psicologia, no atendimento individual foram 18 iniciais com 26 retornos. Contendo uma alta do atendimento; 2 atendimentos à família; 2 encaminhamentos ao CAPS III; 5 sem interesse pelo atendimento e 132 buscas remota pelo celular.
Além disso, foram ofertados 10 atendimentos jurídicos.Os serviços da rede que encaminharam mulheres para o CRAM foiram a Delegacia da mulher, vara da mulher, Defensoria Pública Estadual, DPCA, HMI, entre outras instituições que realizaram orientação, como também ofícios recebidos para atendimentos e assistência  às mulheres. 
A assistente social e coordenadora do CRAM, Sueli Brito, explica que por conta da pandemia do coronavírus, assim como vem acontecendo em outras cidades, houve um aumento da violência praticada contra as mulheres, acarretando no acréscimo de atendimentos no CRAM, comparado ao mesmo período do ano passado.  
"É preciso que todos tenham consciência dessa situação que estamos vivendo, principalmente ajudando a denunciar, pois em briga de marido e mulher todo mundo deve meter a colher sim", esclarece. 
A secretária Edna Ventura, ressalta ainda que as mulheres em situação de risco se sentem presas e com medo dentro de suas próprias casas, e o fato delas não terem condições física, psicológica e financeira de sair de casa para buscar ajuda, agrava ainda mais o quadro. "Com a pandemia, muitas delas não conseguem recorrer até uma ajuda segura, ou seja, várias mulheres estão sofrendo caladas por medo da violência em si e até por medo de morrer. Então é um momento de união e solidariedade, para que possamos enfrentar mais esse dilema". 
Em caso de violência doméstica, qualquer pessoa pode acionar os serviços especializados, registrar boletim de ocorrência junto à delegacia da mulher ou em qualquer delegacia comum. Denúncias podem ser feitas pelos seguintes números: (99) 99193-1717 / 99123-4638 / 99204-7925. É disponibilizado também em todo território nacional o 180 e o 190 da Polícia Militar.  


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