quinta-feira, 4 de junho de 2020

Inconsistência nos “números oficiais” pesa contra Imperatriz

COVID-19

A TV Globo tem batido na tecla que aqui as flexibilizações das duas últimas semanas são causa de números que ela divulga, sem conferir o que de fato vem acontecendo

por Assessoria de Comunicação

Cidade
Casos        
Óbitos
Boletim Estado     
Óbitos
Boletim Ministério  
Óbitos
  Boletim Prefeitura
Açailândia
795
3
3
24
Amarante
216
1
1

B do Corda
640
10
10
12
Grajaú
199
2
2

Porto Franco
53
1
1
3
Bom Jesus
140
-0-
-0-
1
Buriticupu
471
2
1
12
Estreito
235
1
1
8
Campestre
86
1
1

Rib. Fiquene
69
-0-
-0-

Edison Lobão
101
1
1

Montes Altos
34
1
1

Sítio Novo
112
-0-
-0-

Davinópolis
72
3
3

João Lisboa
95
1
1
3
Sen La Rocque
69
1
1

Lajeado
1
-0-
-0-

Buritirana
109
2
2

Itinga
181
4
4

Cidelândia
74
-0-
-0-

Imperatriz
2.034
100
96
100

Os números de Açailândia, 795 casos para apenas 3 mortes (boletins do Estado e do Ministério da Saúde), seria um caso a ser visto pelas autoridades sanitárias mundiais. O boletim da prefeitura de lá é mais ácido, registra 24 óbitos, ou seja 700% a mais do que as duas fontes que abastecem a imprensa nacional.
Barra do Corda, com 640 casos de Covid-19 divulgados no último boletim oficial do Estado, jamais teria somente 10 ou 12 mortes, como dizem os informes da Secretaria de Estado, do Ministério da Saúde e prefeitura da cidade. De lá, como tem mostrado quase que diariamente a TV, os pacientes são trazidos para Imperatriz.
Estreito, outra inconsistência: uma morte apenas, tanto pelo o Estado como pela União. No boletim oficial da prefeitura daquela cidade, 8 óbitos.
E assim se vê, notadamente nos municípios dos arredores de Imperatriz, cujos enfermos correm para cá. Ambulâncias de Buriticupu, Bom Jesus das Selvas e Itinga até passam por Açailândia, mas nem param. De Açailândia mesmo, a grande maioria vem se tratar aqui, por isso 24 enterros registrados pela prefeitura de lá contra apenas 3 óbitos conferidos pelo Estado. Os outros 21 estão na conta de Imperatriz.
O prefeito Assis Ramos disse que esse é o custo de ser polo de uma região pobre. “São irmãos nossos que nos buscam, pelo restabelecimento da Saúde; a gente atende a todos com a mesma dedicação, mas falta um critério de registro mais eficiente. A TV nacional está nos fazendo epicentro de uma pandemia que, se formos ver, está muito mais grave em inúmeras outras cidades bem menores do que a nossa e, proporcionalmente, com mais gente diagnosticada pelos laboratórios” - disse.
Em Governador Edison Lobão, com 101 casos, “apenas 1 óbito” – no mundo inteiro não se viu isso. É claro, as mortes não debitadas para lá inflam o boletim de Imperatriz. A TV Globo tem batido na tecla que aqui as flexibilizações das duas últimas semanas são causa de números que ela divulga, sem conferir o que de fato vem acontecendo. “Em uma ou duas semanas, não se verificaria um efeito desses, é pouco tempo para o padrão de comportamento da doença” - observa Eduardo Soares, secretário de Governo de Imperatriz.
Não se falou, ainda, das 42 cidades do Norte do Tocantins e do Leste do Pará, que também correm para cá. Ontem, descobriu-se o último registro de emissões de cartões SUS em nome de Imperatriz. Eram 412 mil (a cidade só tem 260 mil habitantes) em fevereiro do ano passado, isso depois de uma auditoria que derrubou essa quantidade pela quase 50%, porque eram quase 800 mil.
 Isso a TV não vê: população artificialmente dobrada; a pobreza do sistema de saúde regional provoca uma corrida pelo Cartão SUS com endereço de Imperatriz


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