terça-feira, 7 de julho de 2020

Pediatra Edilson Leão recebe homenagem da Prefeitura de Imperatriz

ETERNA GRADITÃO

Médico faleceu em 9 de junho de 2020, vítima da Covid - 19

Publicado em: 03/07/2020 por Regilson Borges
 Sobrinhos contam das experiências com o tio Edilson Dias Leão. Foto: Patrícia Araújo
Diversas personalidades serão agraciadas com o título Eterna Gratidão, da Prefeitura de Imperatriz. Dentre eles, o médico pediatra Edilson Dias Leão, uma das vítimas da Covid – 19, que contribuíram para cidade na luta contra a pandemia. A homenagem também faz parte das comemorações de aniversário de fundação da cidade.
A praça da Cultura foi o local da conversa, onde os sobrinhos de Edilson contaram sobre a vida do tio, como ele era, sua paixão pela medicina e a cidade de Imperatriz. Orleilson Leão, que é policial militar e a professora Lizandra Leão falam, sorridentes e alegres, sobre as experiências e lembranças de quem foi o tio Edilson, como eles assim o chamam.
O pediatria, no início do ano, havia sido convocado pela Prefeitura de Imperatriz para assumir o concurso realizado em 2012. Aos 55 anos de idade, o médico possuía um currículo extenso de serviços prestados na cidade. Já passou pelas Unidades Básicas de Saúde, Hospital das Clínicas, e na Unimed, além do Hospital Municipal Infantil, recordam os sobrinhos.
Embora tenha saído do estado para cursar medicina no Pará, e posteriormente prestou serviços em Manaus, Edilson escolheu Imperatriz para ser de fato, seu lar. Na cidade, o profissional ajudou muitas pessoas, “mas não gostava de aparecer”, enfatiza sobrinho Orleilson. Eles concordam que o tio foi um profissional realizado na profissão, era alguém honeste e íntegro, valores estes repassados desde seus pais.
Em relação aos estudos, os sobrinhos também contam que desde criança ele já tinha afinidade com a leitura. E, foi desde cedo, que dizia para seus pais sobre o sonho de ser médico para ajudar crianças. Lizandra conta, por exemplo, que o pai de Edilson era conhecido como homem das letras, por sempre ter incentivado os filhos aos estudos.
Para o sobrinho Orleilson, "O que podemos perceber, diante disse tudo, é que ele deixou um legado. O mais importante foi ter se formado, de ter buscado seu sonho, além de tudo o que ele fazia era com perfeição. Não é à toa que estamos aqui como sobrinhos, como sangue”.
Os dois contam que recebem muito carinho dos colegas de trabalho do pediatra, também considerados sobrinhos e irmãos. Por onde andam, o que as pessoas falam, é de que em suas consultas, o paciente era atendido com muito profissionalismo. “Ele via primeiro o ser humano”, diz Orleilson.
Entre as características da rotina do tio, o que marca os sobrinhos é a dedicação que ele tinha ao trabalho. Contam, inclusive, das muitas vezes de quando o tio abdicava do convívio familiar, ou de suas passagens rápidas nas comemorações da família, afinal de contas, não tinha dia e nem hora para Edilson exercer a medicina.

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